Sexualização de fotos por IA é o centro da denúncia feita por Ashley St Clair, escritora e influenciadora que teve um filho com Elon Musk em 2024. Ela afirma que imagens pessoais foram manipuladas sem consentimento por meio do Grok, ferramenta de inteligência artificial vinculada ao X, rede social controlada pelo bilionário.
Segundo Ashley, algumas das imagens alteradas eram antigas e a exposição ocorreu em contextos considerados ofensivos e invasivos. Em entrevista ao The Guardian, ela relatou sentir-se violada e afirmou que o episódio configura uma forma de assédio digital, com impacto emocional significativo.
A escritora também declarou que tentou denunciar o conteúdo diretamente à plataforma, mas não obteve resposta satisfatória. De acordo com seu relato, parte do material continuou circulando mesmo após pedidos formais de remoção, o que aumentou a sensação de insegurança.
O caso ocorre em meio a críticas internacionais ao uso de ferramentas de inteligência artificial para manipulação de imagens de mulheres sem consentimento. Legisladores e órgãos reguladores em diferentes países passaram a pressionar empresas de tecnologia por medidas mais rígidas para coibir esse tipo de prática.
Ashley afirmou estar avaliando medidas judiciais e citou a possibilidade de enquadramento do caso em leis recentes dos Estados Unidos voltadas ao combate à exposição digital abusiva. Governos como os da França e da Índia também se manifestaram publicamente sobre o uso indevido de IA para produzir conteúdos considerados ilegais.
A relação entre Ashley St Clair e Elon Musk terminou após o nascimento do filho do casal, em setembro de 2024. Desde então, questões judiciais envolvendo custódia e pensão vieram à tona. A escritora afirma que, além da disputa judicial, enfrenta perseguição e ataques nas redes sociais, o que reforçou seu posicionamento público contra a sexualização de fotos por IA e em defesa de maior proteção às vítimas de abuso digital.














