Mãe de bebê carbonizado no DF é solta, mas companheiro segue preso; imagens chocantes revelam crime

Mãe de bebê carbonizado no DF é solta, mas companheiro segue preso; imagens chocantes revelam crime

O caso que chocou o Distrito Federal, envolvendo o abandono e carbonização de um recém-nascido no Recanto das Emas, tomou um novo rumo após a audiência de custódia. A mãe do bebê, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, foi liberada provisoriamente pela Justiça. No entanto, seu companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56 anos, teve a prisão mantida.

Ambos são investigados pelo crime de feminicídio. As autoridades continuam os trabalhos para identificar um terceiro indivíduo, que aparece em imagens de câmeras de segurança ateando fogo ao corpo da criança. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) busca entender a dinâmica completa dos fatos, desde o abandono do recém-nascido até a tentativa de ocultar o crime com fogo.

As investigações avançam com base em gravações que flagraram a ação do casal e do suspeito ainda não identificado. Conforme informação divulgada pelo Metrópoles, as imagens de segurança mostram Luana descartando o corpo do bebê em uma sacola e, posteriormente, um homem ateando fogo na área. A versão inicial da mãe sobre um aborto espontâneo foi desmentida pela polícia.

Câmeras flagraram o abandono e a tentativa de incineração do corpo

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Metrópoles revelam o momento em que Luana da Silveira Fonseca deposita o corpo do recém-nascido em uma sacola, a poucos metros de sua residência. Em seguida, ela retorna para conversar com Wellington Ferreira da Cruz e, logo depois, volta à rua com o bebê, dirigindo-se a um local ermo.

Cerca de uma hora após o abandono, por volta das 3h40 de sexta-feira (25/9), um homem não identificado aparece nas gravações. Ele se aproxima do local onde o bebê estava, adiciona mais objetos e ateia fogo ao lixo ao redor. As chamas rapidamente se alastram, em uma cena chocante que levanta questionamentos sobre a intenção do indivíduo.

Versão da mãe sobre aborto espontâneo é contestada pela polícia

O delegado responsável pelas investigações, Zander Vieira Pacheco, da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), informou que a versão inicial de Luana da Silveira Fonseca, alegando ter sofrido um aborto espontâneo e que o filho teria caído no vaso sanitário, não se sustentou.

Segundo o delegado, o bebê estava com a placenta colada ao corpo, indicando claramente que se tratava de um recém-nascido. A polícia realizou varreduras nos endereços e identificou a mãe e o companheiro. Após ser identificada, Luana foi levada a uma unidade de saúde e, posteriormente, presa. A mãe responderá por feminicídio em liberdade provisória.

Identidade do homem que ateou fogo ao corpo do bebê ainda é desconhecida

A polícia segue em busca do homem que aparece nas imagens ateando fogo ao corpo do recém-nascido. O delegado Zander Vieira Pacheco ressaltou que ainda não se sabe se ele tinha a intenção específica de queimar a criança ou se agiu por outros motivos. A identificação deste terceiro suspeito é crucial para a elucidação completa do caso.

Ainda não há confirmação se o bebê estava vivo ou morto no momento em que o fogo foi ateado. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) será fundamental para determinar a causa exata da morte. Perícias foram realizadas na residência do casal para reconstruir a dinâmica dos fatos ocorridos no imóvel.

Companheiro de Luana, Wellington Ferreira da Cruz, permanece preso

Ao contrário de Luana da Silveira Fonseca, Wellington Ferreira da Cruz, companheiro da investigada, teve a prisão mantida após a audiência de custódia. Ele também responderá pelo crime de feminicídio. A decisão judicial demonstra a gravidade com que as autoridades tratam a participação de ambos no abandono e na carbonização do recém-nascido.

A polícia investiga a possibilidade de o bebê ter nascido com vida e ter sido descartado ainda vivo. A prioridade agora é determinar se a criança estava viva no momento em que o fogo foi iniciado, o que agravaria ainda mais a situação dos investigados e do terceiro suspeito.

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