O lutador Cristiano Gonçalves Figueira, de 31 anos, morreu após ser baleado dentro de um bar em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, no domingo (27). A principal suspeita investigada é de que ele tenha sido confundido pelo atirador.
Investigação aponta que atleta pode ter sido morto por engano em bar
De acordo com testemunhas ouvidas pela polícia, o crime aconteceu em instantes de pânico dentro do comércio local. Cristiano estava no estabelecimento quando um homem armado invadiu o espaço à procura do agressor de seu filho.
Relatos preliminares indicam que o atirador procurava alguém que usava camisa verde. Como a vítima vestia uma peça parecida, acabou sendo alvejada diretamente, sem chance de defesa.
Imagens registradas por frequentadores mostram o atirador caminhando em direção à vítima com a arma em punho. Ele efetuou ao menos três disparos à queima-roupa e, antes de deixar o local correndo, ainda atirou para o alto para dispersar testemunhas.
Cristiano chegou a ser socorrido por pessoas próximas e levado com urgência ao Hospital Estadual Carlos Chagas, localizado no mesmo bairro. No entanto, o atleta não resistiu à gravidade dos ferimentos provocados pelos tiros.
A Polícia Militar informou que agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) compareceram à unidade hospitalar logo após a comunicação do caso. A PM ressaltou que não realizava nenhuma ação ou operação policial no entorno no instante do ataque.
O que já se sabe sobre o caso
O caso está sob responsabilidade exclusiva da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sediada na Barra da Tijuca. Agentes da unidade especializada recolheram depoimentos de frequentadores do bar e analisam gravações de celulares e câmeras de segurança.
Até o momento, o atirador não foi preso nem teve a identidade oficialmente divulgada pelas autoridades. As diligências seguem em andamento para confirmar o trajeto de fuga do suspeito e identificar o paradeiro do veículo ou meio de transporte utilizado por ele.
A família realizou o velório e o sepultamento de Cristiano nesta segunda-feira (28), no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, também na Zona Norte. O clima entre parentes e parceiros de treino foi de profunda revolta e comoção pela perda precoce do esportista, que era casado e tinha filhos.
Como denunciar o autor do crime
A polícia pede que qualquer pessoa com informações sobre a localização ou identificação do autor do crime colabore com os investigadores. O apoio da população do bairro de Marechal Hermes e arredores é fundamental para solucionar o caso.
O canal oficial para denúncias anônimas no estado é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro. É possível fazer contato a qualquer momento pelo número (21) 2253-1177, que também atende mensagens pelo WhatsApp.
O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com garantia total do sigilo da identidade do denunciante. Também é possível registrar dados pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ” ou diretamente na sede da DHC, localizada na Avenida Ayrton Senna, 2000, Barra da Tijuca.
Quem responde pela ocorrência e fiscalização na área
O patrulhamento ostensivo de rotina no bairro de Marechal Hermes compete ao 9º Batalhão de Polícia Militar, sediado no bairro vizinho de Rocha Miranda. A unidade atende chamados emergenciais pelo telefone 190 da PMERJ.
A apuração criminal dos fatos e a coleta de laudos periciais são conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A equipe da distrital analisa agora as versões colhidas para fechar a cronologia exata dos disparos e solicitar eventuais mandados de prisão à Justiça.
A rotina dos bares e comércios no entorno da região de Marechal Hermes permaneceu tensa após o ataque. Moradores relatam insegurança com a facilidade com que criminosos armados transitam pelas ruas comerciais da localidade, cobrando maior reforço de rondas motorizadas das forças de segurança estaduais.














