Luiza Brunet relata agressão em evento da Alerj sobre direitos femininos

A modelo e ativista Luiza Brunet participou de um debate oficial na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sobre o enfrentamento à agressão física e psicológica sofrida pela população feminina. O encontro ocorreu na sede do parlamento fluminense, no Centro do Rio.

Depoimento na Alerj alerta para a quebra do silêncio nas relações abusivas

Durante a sessão temática dedicada aos direitos femininos, Luiza Brunet relembrou publicamente a violência doméstica vivida em 2016. Na ocasião, ela sofreu fraturas nas costelas após uma agressão cometida pelo então companheiro durante uma viagem a Nova York.

A ativista reforçou aos deputados estaduais e ao público presente que a dependência emocional e financeira impede milhares de vítimas de procurarem a delegacia. Ela destacou que expor o agressor continua sendo a principal saída para frear o ciclo de ameaças dentro de casa.

Para quem acompanhou o encontro na Alerj, a mensagem principal foi de acolhimento e união de esforços entre a segurança pública e os órgãos de assistência social. A discussão buscou ampliar a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência em todo o território fluminense.

Como denunciar e pedir socorro no Rio

Quem passa por violência física, verbal ou psicológica pode acionar os órgãos de emergência e canais anônimos a qualquer hora do dia ou da noite. O Estado do Rio de Janeiro disponibiliza atendimento integrado para amparar mulheres sob risco iminente.

  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180, serviço federal gratuito e sigiloso que orienta sobre leis e encaminha denúncias.
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: Ligue 190 em situações de perigo imediato, briga em andamento ou descumprimento de ordem judicial.
  • Disque Denúncia do Rio: Ligue (21) 2253-1177 ou envie mensagem pelo aplicativo oficial. O relato é 100% anônimo e funciona 24 horas por dia.

O que fazer se você foi vítima de violência

Se você sofreu ameaça ou agressão corporal, o primeiro passo é buscar atendimento médico e depois registrar a queixa na delegacia mais próxima. No Rio de Janeiro, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher atende 24 horas em regime de plantão no Centro, localizada na Rua Visconde do Rio Branco.

Vítimas atendidas nas unidades de saúde municipais ou estaduais devem pedir a cópia do boletim de atendimento médico com a descrição dos ferimentos. Leve um documento oficial com foto, comprovante de residência e dados ou características do agressor para facilitar o registro policial.

Também é possível solicitar a medida protetiva de urgência diretamente ao escrivão de polícia durante o depoimento. A medida obriga o autor a sair da residência e o proíbe de manter qualquer contato com a vítima e seus familiares por telefone ou redes sociais.

Como fica o atendimento e a rede de apoio

O governo estadual e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mantêm centros especializados para abrigar mulheres sob ameaça de morte. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também possui o Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher para garantir orientação jurídica gratuita a quem não tem dinheiro para contratar advogado.

Os debates promovidos pela Alerj têm como meta cobrar o aumento de vagas em abrigos sigilosos e reforçar a frota da Patrulha Maria da Penha da PM. O patrulhamento atende os bairros da capital e cidades da Baixada Fluminense para fiscalizar agressores que tentam se aproximar das vítimas registradas.

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