O entregador de açaí Luís Cláudio Galisa dos Santos, de 26 anos, apresenta quadro de saúde estável no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier. Ele foi atingido por dois disparos enquanto trabalhava durante uma disputa armada em Madureira.
O crime aconteceu por volta das 22h do último sábado, quando criminosos armados invadiram a comunidade, gerando pânico entre moradores e trabalhadores que circulavam pelas vias do bairro da Zona Norte.
Disputa armada atinge trabalhadores na Zona Norte
Luís Cláudio realizava uma entrega quando o confronto começou. De acordo com relatos da família, o entregador foi baleado no tórax, com o projétil atingindo também o braço, e no abdômen, ferimento que teve orifício de saída pela nádega.
A própria cliente que aguardava o pedido prestou os primeiros socorros ao rapaz. Ela utilizou o próprio carro para levá-lo com urgência à Unidade de Pronto Atendimento de Rocha Miranda.
Pela gravidade das perfurações e a necessidade de exames complexos, a equipe médica optou pela transferência imediata de Luís Cláudio para o Hospital Municipal Salgado Filho, unidade da Secretaria Municipal de Saúde de referência em trauma na região. A mãe do jovem, Adriana Almeida, destacou o desespero vivido durante a madrugada de atendimento em unidades públicas cheias de feridos.
No mesmo episódio, outro trabalhador de aplicativo não teve a mesma sorte. O entregador Wendrel Silva da Rocha também foi ferido gravemente por disparos na região e acabou não resistindo, falecendo antes de ter a recuperação clínica consolidada.
O que já se sabe sobre o confronto
Segundo dados preliminares apurados pelas forças de segurança, o tiroteio começou com o avanço de homens armados ligados ao Terceiro Comando Puro, vindos do Morro da Serrinha, em direção a áreas sob controle da facção Comando Vermelho. A invasão armada surpreendeu quem transitava pelas principais vias de ligação de Madureira naquela noite de sábado.
A troca de tiros provocou correria entre pedestres, fechamento forçado de pontos comerciais que funcionavam no período noturno e desvios temporários de rotas de transporte que passam pelo entorno do viaduto e dos acessos ao morro.
A investigação aponta que outros moradores teriam sofrido ferimentos leves durante a correria e o tiroteio cruzado, buscando atendimento médico por meios próprios na rede de emergência do subúrbio carioca.
Quem responde pela investigação
O caso está sob responsabilidade direta da Delegacia de Homicídios da Capital, que instaurou inquérito para apurar tanto a morte de Wendrel Silva da Rocha quanto a tentativa de homicídio contra Luís Cláudio Galisa dos Santos.
Agentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizam diligências, recolhem imagens de câmeras de segurança e ouvem testemunhas que presenciaram a invasão para identificar a autoria dos disparos e mapear o trajeto dos veículos usados pelos criminosos.
O patrulhamento na região segue sob alerta do 9º Batalhão de Polícia Militar, de Rocha Miranda, que mantém viaturas posicionadas nos acessos estratégicos do bairro para coibir novas investidas armadas entre os grupos rivais.
Como denunciar ações criminosas
Informações que ajudem a polícia a identificar os criminosos envolvidos em confrontos armados e invasões de território na Zona Norte podem ser repassadas de forma anônima e gratuita ao Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
- Telefone central: (21) 2253-1177 (atendimento telefônico 24 horas)
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
- Aplicativo oficial: Disque Denúncia RJ (disponível para celulares Android e iOS)
O sigilo é garantido por lei em todos os canais de atendimento, sem a necessidade de identificação de quem passa as informações.
O que fazer se você for vítima de violência na rua
Trabalhadores e pedestres que forem surpreendidos por tiroteios ou ações criminosas devem, em primeiro lugar, priorizar o abrigo imediato em construções sólidas, evitando permanecer próximos a veículos ou muros baixos.
Caso ocorram ferimentos ou perda de documentos e pertences durante situações de confronto, o registro deve ser formalizado presencialmente na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Online da Polícia Civil, acessível pelo portal oficial da corporação estadual.
Para solicitar apoio médico emergencial durante episódios graves na via pública, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo número 193 ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.














