Lucas Nascimento é suspeito de matar sargento da Aeronáutica

Carteira de Lucas Nascimento Freire de Barros

Lucas Nascimento Freire de Barros, de 30 anos, é o principal suspeito do assassinato do sargento da Aeronáutica Alexandre da Costa Piedade, de 53 anos, na última sexta-feira (3), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ele, que também integrou a Força Aérea Brasileira, está preso sob custódia e internado em estado grave no Hospital Municipal Evandro Freire.

Segundo informações das autoridades, o crime ocorreu próximo à Vila dos Sargentos. Alexandre havia acabado de sair do serviço e ainda vestia sua farda quando foi atacado com golpes de faca nas costas, pescoço e rosto. Testemunhas relataram que a cena foi rápida e que a vítima não teve chance de defesa.

Após o crime, Lucas foi localizado no Morro do Barbante, na mesma região, já ferido após ter sido agredido. Policiais militares o encontraram na Estrada das Canárias e o encaminharam ao hospital, onde permanece internado sob custódia.

O histórico de Lucas revela outros episódios de violência. Em fevereiro de 2020, ele foi preso por homicídio qualificado, após esfaquear um homem durante uma discussão de trânsito na Estrada do Margaça, em Guaratiba. “Segundo o registro de ocorrência da 43ª DP (Guaratiba), ele fugiu do local após o crime e foi detido no dia seguinte”, relatou a Polícia Civil, em depoimento ao jornal O Dia.

À época, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou a realização de uma avaliação psiquiátrica. O laudo apontou sinais de distúrbios mentais, e o militar chegou a ser internado no Hospital Central do Exército. Apesar disso, a Justiça concedeu habeas corpus e ele foi liberado posteriormente.

Documentos obtidos pelo jornal mostram que Lucas Nascimento havia sido afastado do serviço militar desde 2019, após diagnóstico psiquiátrico. O relatório médico indicava incapacidade total e permanente para qualquer tipo de trabalho.

“Incapaz definitivamente para o serviço militar. Está impossibilitado total e permanentemente para qualquer trabalho. Não pode prover os meios de subsistência. Não pode exercer atividades civis. Não necessita de internação especializada. Necessita de cuidados permanentes de enfermagem. É alienação mental”, afirma um trecho do documento pericial.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio de nota, esclareceu que Lucas prestou serviço entre 2015 e 2018 e que atualmente não faz parte da corporação. “O Comando da Aeronáutica destaca que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, a quem cabe a indicação de possíveis suspeitos pelo crime”, informou o comunicado oficial da FAB.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) conduz as investigações para esclarecer a motivação do crime e confirmar a responsabilidade do suspeito. O inquérito também avaliará se o histórico psiquiátrico de Lucas pode ter relação com o episódio mais recente.

Até o momento, a defesa de Lucas Nascimento não se manifestou oficialmente. O espaço segue aberto para pronunciamentos.

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