Comando Vermelho usa tática de guerra na Cidade de Deus: ônibus incendiados para barrar a polícia
Um plano articulado por um dos líderes do Comando Vermelho (CV), conhecido como Sardinha, teria resultado no sequestro e incêndio de ônibus na Cidade de Deus, zona oeste do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (3/7). A ação visava impedir o avanço de uma operação policial na comunidade.
Segundo informações obtidas em conversas internas de um grupo denominado “Tropa do Pai”, a ordem era clara: criar barricadas e dificultar o acesso das viaturas. O objetivo era travar as vias de entrada e saída da região, **retardando a atuação das forças de segurança**.
A operação policial estava voltada ao combate ao tráfico de drogas na área, intensificando o confronto entre o CV e a polícia. A ousadia da facção criminosa em usar veículos como armas demonstra o nível de organização e a disposição para o confronto.
Conforme divulgado, em um dos diálogos vazados, Sardinha instrui detalhadamente a forma de abordar um ônibus. A ordem era retirar o motorista e a chave de ignição, além de furar os pneus do veículo para que ele pudesse ser posicionado bloqueando o acesso principal à comunidade.
Ordem direta para criar caos e impedir avanço policial
A comunicação interna revela a frieza com que a ação foi planejada. A instrução para furar os pneus e retirar a chave do ônibus sequestrado era explícita: “Porra, dá trabalho pros caras (PMs). É para enfiar a faca e furar os pneus mano, porra”, teria dito o líder.
Após as ordens, criminosos teriam agido rapidamente, sequestrando dois ônibus. Em seguida, os veículos foram incendiados, gerando um cenário de guerra e bloqueando completamente as vias de acesso. A fumaça densa e as chamas dificultaram ainda mais a movimentação policial.
Sardinha: um dos principais nomes do CV e procurado pela Justiça
Sardinha é apontado pelas autoridades como um dos principais nomes ligados à liderança do Comando Vermelho. Sua atuação na Cidade de Deus demonstra a influência e o poder de comando que exerce dentro da facção criminosa.
Atualmente, Sardinha permanece como procurado pela Justiça, sendo considerado foragido. A operação que visava combatê-lo na comunidade resultou em um confronto indireto, com o uso de táticas violentas e destrutivas para impedir a ação policial.
Ações criminosas visam desestabilizar a segurança pública
O episódio na Cidade de Deus é mais um exemplo da escalada de violência e das táticas utilizadas por facções criminosas para intimidar e confrontar as forças de segurança. O uso de ônibus incendiados como barricada é uma demonstração clara de desprezo pela ordem pública e pela vida dos cidadãos.
As autoridades seguem empenhadas em combater o crime organizado e prender os responsáveis por essas ações. A investigação sobre o paradeiro de Sardinha e o desmantelamento de sua rede criminosa continuam sendo prioridade para as polícias.














