Chefão do CV ligado ao Novo Cangaço é preso com documento falso

Um homem apontado como chefe de uma das maiores facções criminosas do país foi preso no Paraguai durante uma operação internacional. Ele estava foragido da Justiça e usava documentos falsos em uma casa na cidade de Assunção.

Líder do Comando Vermelho e do Novo Cangaço é localizado no Paraguai

A prisão do suspeito ocorreu após um trabalho integrado de inteligência policial. O homem é investigado por comandar ações do Comando Vermelho no estado de Mato Grosso e por envolvimento direto em modalidades violentas de roubo conhecidas como Novo Cangaço.

No momento da abordagem policial na capital paraguaia, o acusado tentou enganar os agentes apresentando documentação falsa. A manobra não funcionou porque os policiais já tinham a confirmação da identidade do foragido por meio do cruzamento de dados de inteligência.

A ação contou com a participação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol). A operação também teve o apoio direto da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas dos Estados Unidos.

Como funcionava a operação internacional

As investigações apontam que o suspeito usava o país vizinho como esconderijo estratégico para fugir das autoridades brasileiras. Do Paraguai, ele mantinha contatos operacionais e ajudava na logística de envio de armas e drogas para o Brasil, além de planejar ataques a instituições financeiras.

Contra o acusado já havia um mandado de prisão preventiva em aberto expedido pela Justiça brasileira. A integração entre as forças de segurança estaduais, federais e internacionais permitiu o monitoramento da rotina do investigado até o momento exato da invasão ao imóvel onde ele se escondia.

As autoridades agora dão andamento aos trâmites burocráticos para realizar a extradição do preso para o Brasil. Ele deverá ser transferido para uma unidade prisional de segurança máxima, onde ficará à disposição da Justiça para responder pelos crimes de organização criminosa, uso de documento falso e roubo qualificado.

O que já se sabe sobre a investigação

O grupo ligado ao suspeito atua com métodos conhecidos pela extrema violência urbana. A modalidade do Novo Cangaço consiste no cerco a pequenas e médias cidades, com ataques simultâneos a agências bancárias, uso de reféns como escudo humano e bloqueio de vias para impedir a reação da polícia local.

O Comando Vermelho, facção com forte presença no Rio de Janeiro e ramificações em diversos estados do país, utiliza essas ações altamente lucrativas para financiar a compra de armamento pesado. O dinheiro oriundo dos assaltos a banco alimenta a estrutura do tráfico em diferentes regiões brasileiras.

A Polícia Civil informou que a prisão representa um duro golpe na estrutura financeira da organização criminosa. A apreensão dos documentos falsos e de materiais encontrados na residência em Assunção ajudará os investigadores a identificar outros integrantes do esquema e eventuais rotas de fuga utilizadas pelo grupo.

Quem responde por isso e próximos passos

A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, com suporte do Poder Judiciário e do Ministério Público. As forças de segurança paraguaias atuaram na execução do mandado em solo estrangeiro, respeitando os acordos internacionais de cooperação policial.

A cooperação da agência americana DEA reforça a atenção internacional sobre a circulação de lideranças de facções sul-americanas em zonas de fronteira. A fronteira entre o Brasil e o Paraguai é considerada uma das principais rotas para a entrada de armas de grosso calibre e entorpecentes que chegam às periferias e comunidades brasileiras.

Nos próximos dias, a diplomacia brasileira e o Ministério da Justiça devem formalizar o pedido de transferência do custodiado. Até que o processo seja concluído, o homem permanece sob guarda das autoridades paraguaias sob esquemas rigorosos de segurança.

Como denunciar foragidos da Justiça

A população desempenha um papel fundamental no combate ao crime organizado e na localização de criminosos procurados. Qualquer informação sobre a presença de suspeitos ou atividades ilícitas pode ser repassada de forma totalmente anônima para os canais oficiais de denúncia.

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Atendimento pelo telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia.
  • Aplicativo Disque Denúncia RJ: Disponível para celulares, permitindo o envio de fotos, vídeos e localizações de forma segura.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: Atendimento pelo número (21) 2253-1177.
  • Central de Atendimento da Polícia Militar: Ligue 190 em casos de emergência ou flagrante delito.
  • Delegacias da Polícia Civil: Registro presencial em qualquer unidade ou pela Delegacia Online para ocorrências sem violência física.

O sigilo absoluto é garantido por lei em todos os canais de denúncia. O cidadão não precisa se identificar para colaborar com o trabalho das forças de segurança no combate ao crime organizado.

Como fica a segurança no estado

As forças de segurança do Rio de Janeiro e de outros estados seguem em alerta máximo em relação à movimentação de lideranças criminosas em regiões de fronteira. O monitoramento contínuo busca evitar que armas de guerra e munições cheguem às favelas cariocas e aos municípios da Baixada Fluminense.

A Polícia Militar reforçou o patrulhamento em vias de grande circulação e acessos a comunidades controladas por facções. Operações de checagem e abordagens a veículos suspeitos continuam sendo efetuadas diariamente para coibir o transporte de materiais ilícitos vindos de outros estados.

A população deve manter a rotina normal, mas ficar atenta a movimentações estranhas em seus bairros. Ao notar qualquer situação de risco ou presença de pessoas armadas, a orientação é buscar abrigo seguro e acionar imediatamente os serviços de emergência pelo telefone 190.

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