A licença de Rodrigo Bacellar na Alerj foi renovada por mais três dias após um novo pedido apresentado pelo parlamentar. O afastamento foi publicado no Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (11).
Segundo o documento, o presidente afastado da Casa solicitou licença do mandato entre os dias 10 e 12 de março para tratar de assuntos de caráter particular.
O pedido foi formalizado por meio de um ofício encaminhado ao primeiro vice-presidente da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), que atualmente exerce a presidência da Assembleia de forma interina.
No documento enviado à Casa, Bacellar também solicita que sejam descontados em folha os dias em que houver sessões deliberativas durante o período de licença.
Com esse novo afastamento, o deputado soma agora 28 dias de licença acumulados do mandato parlamentar.
O novo pedido ocorre pouco tempo depois de outra licença solicitada no fim de fevereiro. Na ocasião, o parlamentar pediu afastamento entre os dias 28 daquele mês e 5 de março.
Desde o final de 2025, Bacellar já apresentou outros pedidos de licença do mandato. Pela legislação, deputados estaduais podem se afastar por até 120 dias.
O afastamento ocorre em meio a investigações que envolvem o nome do parlamentar.
Relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que Bacellar teria exercido papel de liderança no chamado núcleo político ligado à facção criminosa Comando Vermelho.
O documento da investigação possui cerca de 188 páginas e indica que o deputado teria atuado como interlocutor político para proteger interesses da organização criminosa.
Segundo a Polícia Federal, Bacellar foi indiciado ao lado do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, além de outras três pessoas investigadas.
De acordo com a apuração, os investigados são suspeitos de repassar informações sigilosas a integrantes da facção.
Rodrigo Bacellar também está afastado da presidência da Assembleia Legislativa por decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Unha e Carne.
Desde então, o comando da Alerj permanece sob responsabilidade do primeiro vice-presidente da Casa, deputado Guilherme Delaroli.
Enquanto as investigações seguem em andamento, a licença de Rodrigo Bacellar na Alerj mantém o parlamentar temporariamente afastado das atividades legislativas presenciais.















