A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou o edital do primeiro leilão do programa Reviver Centro Patrimônio Pró-APAC, que tem como objetivo restaurar imóveis degradados e reativar áreas históricas da região central da cidade. Publicado nesta terça-feira (11) no Diário Oficial do Município, o edital marca o início da fase operacional do programa, que integra o projeto Reviver Centro, lançado em 2021.
O leilão, previsto para acontecer em 2 de dezembro, envolve 16 imóveis localizados principalmente no entorno do Largo de São Francisco de Paula e da Rua do Teatro, áreas de grande valor histórico e arquitetônico. A proposta é transferir imóveis de utilidade pública a novos proprietários, que deverão cumprir contrapartidas de investimento em restauração, requalificação e ocupação dos espaços.
De acordo com laudos da Procuradoria Geral do Município (PGM), os valores de avaliação dos imóveis variam entre R$ 103 mil e R$ 1,22 milhão. O edital também prevê subsídios municipais de até R$ 3,21 mil por metro quadrado para obras de recuperação e requalificação. Caso as intervenções não sejam realizadas dentro do prazo estipulado, os imóveis retornarão ao domínio público.
A iniciativa é coordenada pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU). O programa busca equilibrar a preservação do patrimônio histórico com o estímulo ao desenvolvimento econômico e social da região central, que enfrenta desafios de esvaziamento populacional e degradação urbana. A estimativa da Prefeitura é destinar R$ 8,67 milhões em subsídios públicos nesta primeira fase.
O Reviver Pró-APAC se soma às demais ações do Reviver Centro, programa lançado há quatro anos para repovoar e dinamizar o coração da cidade. Entre as metas estão a criação de moradias, o incentivo a novas atividades culturais e a recuperação do ambiente urbano.
Com o novo leilão, a Prefeitura espera atrair investidores, construtoras e instituições culturais interessadas em revitalizar prédios antigos e transformar o Centro em um polo de moradia, trabalho e turismo histórico. A iniciativa representa mais um passo no esforço de reconectar a população ao patrimônio arquitetônico e cultural do Rio, reforçando o papel do Centro como símbolo da identidade carioca.














