Lançamento imobiliário na Gávea mira estudantes com metrô e novo curso de medicina da PUC

PUC Rio

O lançamento imobiliário na Gávea surge como o primeiro empreendimento do bairro voltado especialmente para estudantes, impulsionado por dois fatores que devem transformar a região nos próximos anos: a futura estação do metrô, prevista para 2028, e o novo curso de medicina da PUC-Rio, que deve começar em 2027. Com isso, a Performance Empreendimentos aposta em uma demanda crescente de jovens que virão de outras cidades para estudar no campus. O projeto, chamado de Gaví, ocupa um terreno de 3.800 m² na Marquês de São Vicente e preserva um casarão histórico no centro do lote.

Diferentemente de áreas como Maracanã e Fundão, que já possuem cinturões de estúdios e residências voltadas ao público universitário, a Gávea nunca consolidou uma oferta semelhante. A expectativa de aumento no fluxo de estudantes, principalmente com a chegada da graduação em medicina, reacende a necessidade de moradias próximas ao campus. A abertura da estação do metrô — reivindicação aguardada há mais de uma década — deve ampliar ainda mais o interesse por imóveis compactos em um bairro tradicionalmente marcado por apartamentos amplos e valores elevados.

O Gaví terá 189 unidades, entre estúdios de 30 m² a 43 m² e apartamentos de um a três quartos, chegando a 106 m². A área de lazer contará com rooftop com piscina, academia, áreas de yoga e crossfit, sauna e espaços de convivência no térreo. A opção por reduzir a quantidade de vagas segue uma tendência de bairros consolidados, onde o deslocamento sem carro ganha força com a chegada de novas conexões de transporte.

Um dos destaques do empreendimento é a restauração do casarão antigo localizado no terreno. Antes visto com preocupação por moradores pela possibilidade de demolição, o imóvel será recuperado e reaberto ao público como um hub criativo, reunindo coworking, salas de reunião, estúdio de podcast e áreas compartilhadas. A preservação arquitetônica recebeu apoio da AMA Gávea, conhecida por sua atuação rigorosa nas discussões urbanas da região.

A incorporadora também observa um movimento crescente de investidores que utilizam consórcio para adquirir unidades, alugam por temporada e usam a receita para quitar o valor do imóvel. Esse modelo, que ganhou força na Zona Sul, sustenta a procura por apartamentos compactos, bem localizados e com serviços que atendem estudantes e jovens profissionais.

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