A Justiça negou o pedido de liberdade para o policial militar Bruno Carvalho do Prado, acusado de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. A decisão é da 4ª Vara do Júri.
A juíza Luiza Torggler Silva determinou que o agente continue preso preventivamente. O pedido de soltura feito pela defesa do policial foi rejeitado enquanto os desembargadores analisam um recurso de habeas corpus.
Prisão preventiva mantida pela Justiça após novos fatos
A magistrada decidiu manter a custódia do policial militar para garantir a ordem pública e a instrução do processo. A decisão levou em consideração relatórios atualizados sobre o comportamento e a conduta do agente durante as investigações do caso.
Bruno teve a prisão preventiva decretada após pedidos do Ministério Público do Estado de São Paulo e da família da vítima. A medida foi tomada depois que o agente passou a ser investigado por outro crime violento enquanto respondia ao processo em liberdade.
Segundo os registros da investigação, o PM teria agredido fisicamente e ameaçado de morte a própria companheira. Por conta desse novo fato, a Justiça entendeu que a manutenção da prisão era necessária para conter os riscos apontados pela acusação.
O que já se sabe sobre o crime na abordagem
O crime aconteceu no dia 20 de novembro de 2024, dentro de um hotel no bairro da Vila Mariana, na zona sul da capital. O estudante de medicina, que cursava o 5º ano, teria dado um tapa no retrovisor de uma viatura antes da perseguição.
Os policiais militares seguiram o jovem até o saguão do estabelecimento hoteleiro. No local, houve uma confusão física durante a tentativa de imobilização do rapaz, que acabou sendo baleado na região do abdômen por um dos agentes que participavam da ação.
Marco Aurélio Acosta chegou a ser socorrido pelas equipes de resgate e foi levado para o Hospital Ipiranga. Apesar do atendimento médico de urgência na unidade de saúde, o jovem de 22 anos não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois do disparo.
Como fica a situação do policial na corporação
O Ministério Público ofereceu denúncia contra os dois policiais envolvidos no episódio por homicídio qualificado. A acusação aponta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima durante a abordagem no hotel.
Além da decretação da prisão, a Justiça ordenou o afastamento do policial militar de todas as suas funções operacionais na corporação. O agente também teve o porte e a posse de armas de fogo totalmente suspensos por ordem judicial imposta no processo.
A decisão determinou ainda a apreensão imediata e o recolhimento de qualquer arma de fogo que estivesse sob posse do policial, seja o armamento funcional fornecido pela instituição ou modelos particulares registrados em seu nome.
O que fazer se você for vítima de violência policial
Quem presenciar ou for vítima de abusos de autoridade, agressões ou condutas irregulares praticadas por agentes de segurança pública pode registrar denúncias formais nos órgãos de controle interno e externo das corporações em todo o país.
As reclamações podem ser feitas diretamente na Ouvidoria das Polícias ou na Corregedoria da Polícia Militar da sua região. Nesses locais, é possível apresentar depoimentos, fotos, vídeos, nomes dos envolvidos e dados das viaturas para abertura de apuração interna.
Também é recomendado procurar a Defensoria Pública ou um advogado para acompanhar o caso, além de fazer o registro da ocorrência em uma delegacia da Polícia Civil para que as responsabilidades criminais sejam apuradas pela Justiça.
Como denunciar abusos e outros crimes anonimamente
A população pode colaborar com investigações policiais e denunciar irregularidades de forma totalmente anônima por meio do Disque Denúncia. O serviço funciona todos os dias da semana e garante o sigilo absoluto do denunciante em qualquer situação.
Para fazer uma comunicação no Estado do Rio de Janeiro, o telefone de atendimento é o (21) 2253-1177. O serviço aceita informações sobre paradeiro de procurados pela Justiça, locais de crimes, armas ilegais e abusos cometidos por agentes públicos.
As informações recebidas pelo canal telefônico ou pelos aplicativos oficiais são repassadas diretamente para as autoridades competentes. Esse trabalho ajuda na produção de provas e no avanço de inquéritos instaurados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.















