Justiça mantém prisão preventiva de acusado de ataque a médicos na Barra

Giovanni Oliveira Vieira

A Justiça do Rio decidiu manter a prisão preventiva de Giovanni Oliveira Vieira, acusado de ataque a médicos na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital. O pedido de revogação da medida foi negado nesta terça-feira (5), e o réu segue foragido.

Giovanni é apontado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como o “batedor” da ação que resultou na morte de três médicos e deixou um ferido em outubro de 2023. Segundo a denúncia, ele acompanhava os comparsas de moto e observava a movimentação de viaturas policiais para evitar qualquer abordagem durante o crime.

“O acusado, mesmo sabendo do mandado de prisão expedido em seu desfavor e da existência deste processo, deliberadamente, mantém-se foragido, demonstrando, portanto, o acerto da decretação da prisão preventiva”, afirmou a decisão da 2ª Vara Criminal da Capital. Uma operação realizada em dezembro de 2024 na Cidade de Deus tentou localizá-lo, mas sem sucesso.

Entre os cinco réus do processo, apenas um está preso: Francisco Glauber Costa de Oliveira, conhecido como GL, atualmente detido em Bangu 3. Os demais, além de Giovanni, são Edgar Alves de Andrade (Doca), Carlos da Costa Neves (Gadernal) e Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (BMW), todos ainda foragidos.

O juízo também manteve a audiência marcada para o dia 8 de setembro, às 16h.

O caso ocorreu em 5 de outubro de 2023, quando os médicos Marcos de Andrade Corsato, Perseu Ribeiro Almeida, Diego Ralf de Souza Bomfim e Daniel Sonnewend Proença foram atacados em um quiosque na Barra da Tijuca. Eles participavam de um congresso de ortopedia no Rio. Três foram mortos no local. Daniel, mesmo atingido por 14 disparos, sobreviveu.

As investigações apontam que a quadrilha teria confundido uma das vítimas com um chefe miliciano da região de Rio das Pedras. No dia seguinte ao crime, os corpos de quatro suspeitos de participação no ataque foram encontrados mortos dentro de dois carros na Zona Oeste.

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