Justiça do Rio analisa pedido para goleiro Bruno voltar ao regime fechado

Goleiro Bruno

O pedido para goleiro Bruno voltar ao regime fechado está sendo analisado pela Justiça do Rio após solicitação do Ministério Público do Estado. O ex-jogador, atualmente considerado foragido, pode ter a situação penal agravada diante dos descumprimentos apontados pelas autoridades.

De acordo com a 2ª Promotoria junto à Vara de Execução Penal, o pedido foi motivado por uma série de violações das condições impostas no regime semiaberto com prisão domiciliar. Entre elas, estão a falta de atualização de endereço por cerca de três anos, o desrespeito aos horários de recolhimento e a presença em locais proibidos.

Ainda segundo o Ministério Público, o ex-atleta também teria viajado sem autorização judicial e participado de eventos esportivos, incluindo visitas a estádios, contrariando as regras estabelecidas pela Justiça.

Recentemente, a Vara de Execuções Penais negou um recurso apresentado pela defesa, mantendo a condição de foragido. Um mandado de prisão foi expedido no dia 5 de março após o entendimento de que houve descumprimento das condições da liberdade condicional.

O Tribunal de Justiça destacou que o regime semiaberto deve, em regra, ser cumprido em unidade prisional, com exceções apenas em casos específicos, como autorização formal para trabalho externo.

No caso, a Justiça apontou que o ex-jogador não se apresentou para cumprir a determinação de retorno ao regime semiaberto, o que levou à revogação do benefício anteriormente concedido.

O histórico do caso remonta a 2010, quando Bruno Fernandes foi preso pelo assassinato da modelo Eliza Samudio. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.

Após cumprir parte da pena em regime fechado, o ex-atleta progrediu para o semiaberto em 2019 e, posteriormente, obteve liberdade condicional em 2023. No entanto, novos episódios voltaram a impactar sua situação judicial.

Entre eles, está uma viagem ao Acre, em fevereiro, para atuar pelo Vasco-AC, o que teria ocorrido sem autorização judicial. Pelas regras impostas, ele estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro.

Com a análise em andamento, o caso segue aberto e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, mantendo a atenção voltada para a decisão final da Justiça.

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