O bloqueio de bens da prefeita de Guapimirim foi determinado pela Justiça do Rio de Janeiro no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de fraude em licitações na área da saúde municipal. A decisão atinge a prefeita Marina Rocha (Agir) e outros cinco investigados, com o congelamento de R$ 8,6 milhões em bens e contas bancárias.
A medida atende a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que identificou indícios de direcionamento em contratos para a realização de exames médicos no município. Entre os alvos da investigação está a empresa Speed Meg, responsável por firmar diferentes acordos com a administração municipal.
Segundo as apurações, quando os contratos foram celebrados em 2024, a empresa não possuía funcionários registrados oficialmente, o que levantou questionamentos sobre sua capacidade operacional. Além disso, o Ministério Público apontou que o processo licitatório não garantiu a devida publicidade, permitindo a participação exclusiva da empresa no certame.
Mesmo após prestar esclarecimentos ao MPRJ, a Prefeitura de Guapimirim firmou um novo contrato com a Speed Meg em maio de 2025. O valor desse acordo corresponde ao montante bloqueado pela Justiça, reforçando as suspeitas de irregularidades.
Além da prefeita e dos sócios da empresa, a investigação também envolve um ex-vereador do município, que, de acordo com o Ministério Público, pode ter ligação com a gestão da companhia contratada.
A decisão judicial determinou ainda o afastamento imediato do pregoeiro Philipe Gomes Pereira, responsável pelo processo licitatório investigado. Como medida cautelar adicional, as atividades da empresa Speed Meg foram suspensas por um período de três meses.
Durante esse intervalo, a Prefeitura deverá realizar uma nova licitação para assegurar a continuidade dos serviços de exames médicos à população, evitando prejuízos ao atendimento na rede municipal de saúde.
O caso segue em investigação, e os envolvidos terão a oportunidade de apresentar defesa ao longo do processo judicial, conforme previsto na legislação vigente.














