A Justiça decreta nova prisão de ex-CEO da Hurb após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinar, nesta quinta-feira (8), a prisão preventiva de João Ricardo Rangel Mendes, de 46 anos. O empresário, que comandou a plataforma de turismo Hurb (antigo Hotel Urbano), é considerado foragido após descumprir medidas cautelares impostas anteriormente.
Mendes havia sido preso na última segunda-feira (5), no Ceará, ao tentar embarcar para Guarulhos (SP) utilizando um documento de identidade falso. Na ocasião, ele foi liberado com a imposição de medidas como uso de tornozeleira eletrônica, necessidade de autorização judicial para viagens prolongadas fora do Rio de Janeiro, comparecimento mensal em juízo e apresentação de relatórios médicos periódicos.
Segundo a decisão assinada pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, o ex-CEO descumpriu as determinações judiciais, o que motivou a decretação da prisão preventiva. O magistrado destacou o uso de documento falso, a ausência de relatórios médicos desde setembro de 2025 e episódios recorrentes de descarregamento da tornozeleira eletrônica.
“Independentemente de qual tenha sido a intenção do réu ao tomar tal atitude no Ceará, o certo é que o deferimento de sua liberdade, ainda que com a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão, não pode servir jamais como oportunidade para que ele pratique novos crimes; no caso, o de uso de documento falso”, afirmou o juiz na decisão.
O histórico recente do empresário também pesou na avaliação da Justiça. Em abril de 2025, João Ricardo Rangel Mendes foi preso em flagrante por furtar obras de arte de um hotel de luxo e de um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. À época, ele foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.
No episódio mais recente, a tentativa de embarque com documento falso ocorreu no aeroporto do Ceará. Funcionários desconfiaram da identidade apresentada e acionaram a polícia. De acordo com a Polícia Militar cearense, o ex-CEO estava com a tornozeleira eletrônica descarregada no momento da abordagem.
O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão preventiva com base no conjunto de descumprimentos, argumento que foi acolhido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Na decisão, o magistrado afastou a possibilidade de que Mendes estivesse em surto psicológico, como alegado pela defesa.
“Tornou-se evidente, portanto, que a manutenção da liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno ao cárcere”, destacou o juiz. Ele acrescentou que o uso de documento falso indica “a intenção deliberada do réu de se furtar à ação da Justiça”.
A defesa de João Ricardo Rangel Mendes afirmou que ele não cometeu violações às medidas cautelares e informou que irá recorrer da prisão preventiva. Até o momento, o ex-CEO da Hurb não havia sido localizado após a nova ordem de prisão.














