A Justiça do Rio de Janeiro condenou Wadson Rodrigues Ribeiro, conhecido por atuar como miliciano condenado em Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense, a 19 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A sentença foi obtida a partir da atuação da 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital, que reconheceu a autoria e as circunstâncias brutais do crime.
De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o caso ocorreu em novembro de 2018, motivado por uma disputa pelo controle da venda ilegal de passagens de trem na região. A vítima, Celso Marques de Oliveira Júnior, teria começado a operar o mesmo esquema de bilhetes adulterados mantido por Wadson, o que gerou o conflito que culminou em sua morte.
Segundo a denúncia, Wadson chefiava um grupo responsável por comercializar bilhetes falsificados do “bilhete único” na Estação Ferroviária de Santa Cruz. A sobrinha da vítima, Laryssa de Oliveira da Costa, que trabalhava para o miliciano, também foi denunciada pelo envolvimento no crime. No dia 22 de novembro daquele ano, ao saber que Celso atuava no mesmo ponto de venda, Wadson teria ordenado que Laryssa o atraísse até os executores. A vítima foi levada para um local não identificado, onde foi morta.
O MPRJ destacou que o homicídio foi cometido por motivo torpe, já que envolvia o domínio de uma atividade criminosa lucrativa. A vítima foi surpreendida e não teve chance de reagir, sendo atacada por várias pessoas. O corpo de Celso Marques nunca foi encontrado, e os envolvidos teriam ocultado o cadáver em um local desconhecido, dificultando as investigações.
Enquanto Wadson Rodrigues Ribeiro foi julgado e condenado, Laryssa de Oliveira da Costa recorreu da decisão de pronúncia e aguarda julgamento do recurso. O caso evidencia a atuação de grupos criminosos em áreas dominadas por milícias e reforça o papel do MPRJ no combate à impunidade e à exploração ilegal de serviços públicos na Zona Oeste.














