Justiça condena motorista a 45 anos por atropelamento fatal em Búzios
O Tribunal do Júri de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, proferiu uma sentença de 45 anos de prisão em regime fechado contra Yago da Silva Lima. Ele foi considerado culpado pelo atropelamento que resultou na morte de Maria Eduarda Souza Augusto, de 18 anos, e deixou outra jovem gravemente ferida. O trágico incidente ocorreu em janeiro de 2025.
O caso, que chocou a comunidade local e ganhou grande destaque, teve a sua conclusão na noite de terça-feira, dia 28. A decisão, no entanto, ainda está sujeita a recursos. A condenação de Yago da Silva Lima busca trazer um desfecho para a dor da família e amigos de Maria Eduarda.
As investigações apontaram que Yago dirigia em alta velocidade, sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e, crucially, após ingerir bebida alcoólica. O veículo descontrolado invadiu a calçada, atingindo as duas jovens que celebravam a formatura do ensino médio. Conforme relatado pelo Ministério Público, o motorista evadiu-se do local sem prestar qualquer tipo de socorro às vítimas, agravando ainda mais a situação.
O trágico atropelamento na Avenida José Bento Ribeiro Dantas
A tragédia aconteceu na madrugada de 12 de janeiro de 2025, na movimentada Avenida José Bento Ribeiro Dantas. Maria Eduarda e sua amiga, ambas naturais de Casimiro de Abreu, estavam em Búzios para comemorar o fim do ensino médio. Em um instante, a alegria deu lugar ao desespero quando o carro desgovernado atingiu a calçada onde elas estavam.
Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos e faleceu no local. Sua amiga sobreviveu, mas sofreu lesões consideradas graves, necessitando de cuidados médicos intensivos. A perda de Maria Eduarda gerou comoção e protestos na cidade.
Investigação e confissão do motorista
Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação do veículo e, posteriormente, do condutor. A polícia utilizou essas evidências para traçar o perfil do suspeito. Dias após o atropelamento, Yago da Silva Lima se apresentou às autoridades policiais.
Durante o depoimento, Yago admitiu ser o motorista do carro no momento do acidente, conforme consta nos autos do processo. Essa confissão, aliada às provas coletadas, foi crucial para o desenrolar da investigação e para a subsequente condenação.
Repercussão e busca por justiça
O caso mobilizou intensamente os familiares e amigos de Maria Eduarda. Eles acompanharam de perto o julgamento, realizado nesta terça-feira, clamando por justiça e pela responsabilização do autor do crime. A comunidade de Búzios também demonstrou apoio às vítimas e suas famílias.
Ao final de uma longa sessão, o Conselho de Sentença reconheceu a culpa de Yago da Silva Lima nos crimes imputados. A sentença de 45 anos de prisão em regime fechado foi recebida com alívio pelos familiares, embora a dor da perda permaneça. A defesa de Yago da Silva Lima foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.














