As obras de revitalização do Jardim de Alah tiveram início oficial nesta quarta-feira (25), após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negar o último pedido de liminar que tentava barrar a intervenção. A decisão, assinada pelo desembargador Sérgio Seabra Varella, mantém a sentença de primeira instância e dá permissão para que a concessionária Rio+Verde comece os trabalhos no local, que fica entre os bairros de Ipanema e Leblon.
Mesmo diante de uma série de protestos, ações judiciais e grande desconfiança por parte da população, a Justiça fluminense tem rejeitado — tanto em decisões individuais quanto colegiadas — todos os recursos apresentados contra a obra. A disputa em torno dos tapumes, que foram instalados, retirados e reinstalados em diferentes momentos, se arrastou por meses em meio a uma verdadeira batalha de liminares.
Agora, com a autorização definitiva para seguir em frente, a Rio+Verde promete divulgar em breve o cronograma detalhado da revitalização. O projeto é assinado pelos arquitetos Miguel Pinto Guimarães e Sergio Conde Caldas e propõe transformar o Jardim de Alah em um parque mais acessível, moderno e conectado à cidade, mantendo os elementos históricos e a área verde.
Entre os destaques da reforma estão a construção de pontes para pedestres, equipamentos culturais e esportivos, seis restaurantes e até um estacionamento subterrâneo. Os idealizadores garantem que não haverá cercas ou grades, reforçando a proposta de um espaço público fluido e integrado ao entorno urbano.
Apesar da proposta de modernização e segurança, o projeto enfrenta resistência de grupos que temem que a revitalização seja, na prática, uma forma de privatização disfarçada. A polêmica revela uma tensão antiga entre o desejo por melhorias e o receio de perda do caráter público de um dos espaços mais emblemáticos da cidade.














