Justiça aprova venda da telefonia fixa da Oi para empresa por R$ 60 milhões

Prédio da OI

A empresa vencedora do leilão foi a Método Telecom, que apresentou proposta com pagamento integral à vista, fator determinante para a escolha. Outra concorrente chegou a ofertar valor semelhante, mas com pagamento parcelado, o que contrariava as exigências do edital.

A operação envolve a chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI) de Serviços Telefônicos, que inclui não apenas linhas fixas residenciais, mas também uma ampla estrutura de telecomunicações.

Entre os ativos negociados estão serviços considerados essenciais, como a operação de números de emergência, incluindo 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros), além de infraestrutura como torres, cabos, postes e orelhões.

A venda também contempla a base de clientes da operadora e a atuação em mais de 7 mil localidades onde a Oi é a única prestadora do serviço, especialmente em regiões remotas.

De acordo com a decisão judicial, a compradora deverá manter a prestação desses serviços ao menos até dezembro de 2028, garantindo a continuidade do atendimento.

A Justiça classificou a operação como urgente, destacando a necessidade de evitar a interrupção de serviços públicos essenciais.

Outro ponto relevante é que a Método Telecom assumirá a operação sem herdar passivos trabalhistas, fiscais e cíveis da Oi, o que pode facilitar novos investimentos e a continuidade das atividades.

A venda ocorre dentro do contexto da falência da empresa, decretada em novembro de 2025, e integra o processo de reorganização e liquidação de seus ativos.

Enquanto isso, o desfecho da negociação é visto como estratégico para manter serviços fundamentais em funcionamento — especialmente em áreas onde não há alternativas de atendimento.

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