Juliette detalha separação total de bens em casamento com Kaique

A cantora e influenciadora Juliette explicou que se casou com o atleta Kaique Cerveny sob o regime de separação total de bens. O matrimônio aconteceu no fim de outubro, e a decisão financeira chamou a atenção do público.

Proteção de patrimônio e finanças organizadas na vida a dois

Durante participação no programa de televisão Saia Justa, Juliette afirmou que enxerga o casamento civil não apenas como uma união amorosa, mas também como um contrato jurídico formal. A artista declarou que a escolha protege o patrimônio e os negócios individuais de cada um.

Segundo a paraibana, o companheiro administra as empresas dele, enquanto ela gere os próprios empreendimentos e marcas. Para a influenciadora, falar abertamente sobre dinheiro é saudável dentro da rotina familiar e não afeta o afeto do casal.

A cerimônia de casamento ocorreu no dia 29 de outubro, no Instituto Ricardo Brennand, localizado na cidade de Recife. Antes do enlace oficial, o casal já havia firmado um contrato de namoro para resguardar formalmente as finanças de ambos.

Como o casal dividiu os custos da festa

Para arcar com os gastos da celebração, Juliette e Kaique criaram uma conta bancária conjunta específica. O objetivo era reunir recursos voltados exclusivamente para os preparativos da festa e o pagamento de fornecedores.

De acordo com o relato da artista, ambos reservaram uma porcentagem de seus contratos publicitários para esse fundo comum. As contas pessoais e o restante dos investimentos continuaram completamente individualizados.

Essa prática é comum no planejamento financeiro doméstico. Mesmo quem ganha salários regulares pode adotar uma conta compartilhada para as despesas da casa, como aluguel, luz e compras de mercado, mantendo o saldo pessoal separado.

O que significa a separação total de bens na lei

No Brasil, o regime de separação total de bens estabelece que tudo o que cada um comprou antes ou durante o casamento pertence apenas a quem adquiriu. Não há divisão de patrimônio em caso de divórcio, salvo se houver comprovado esforço comum.

A regra geral no país é a comunhão parcial de bens, aplicada automaticamente quando os noivos não escolhem outro modelo em cartório. Nela, o que foi comprado após a união passa a ser metade de cada cônjuge.

Para optar pela separação total, é obrigatório formalizar a decisão antes de assinar os papéis do casamento civil. Essa exigência vale para qualquer pessoa, independentemente do tamanho da renda familiar.

Como fazer o pacto antenupcial no cartório

Quem deseja casar com separação total precisa lavrar uma escritura pública de pacto antenupcial. Esse documento deve ser feito em um Cartório de Notas antes de dar entrada na habilitação do casamento.

Para solicitar o serviço, o casal deve comparecer ao cartório com os seguintes documentos originais de ambos:

  • Documento oficial de identidade com foto (RG ou CNH);
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • Certidão de nascimento atualizada (para solteiros) ou certidão de casamento com averbação do divórcio (para divorciados);
  • Comprovante de residência recente em nome dos noivos.

O valor da escritura varia de acordo com a tabela de custas de cada estado. No Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, a consulta prévia de valores e o agendamento podem ser feitos diretamente no balcão do Cartório de Notas mais próximo.

Como registrar o casamento civil após o pacto

Com a escritura do pacto antenupcial em mãos, os noivos devem se dirigir ao Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais que atende o bairro ou a região onde um dos dois mora. É nesse local que ocorre o processo de habilitação para o casamento.

O prazo padrão para a análise da documentação pelo cartório costuma levar cerca de 30 dias. Após a validação das certidões e a ausência de impedimentos, o casal agenda a data da cerimônia civil perante o juiz de paz.

Depois do casamento, é essencial levar a certidão definitiva ao Cartório de Registro de Imóveis para averbar o regime adotado na matrícula dos bens que o casal já possua ou venha a comprar. Essa etapa garante segurança jurídica para terceiros e para o próprio casal.

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