Juliana Marins morreu 32h após queda no Monte Rinjani, diz polícia

Juliana Marins

A Polícia Civil revelou, nesta sexta-feira (11), que Juliana Marins sobreviveu cerca de 32 horas após a primeira queda no Monte Rinjani, na Indonésia. A jovem niteroiense, de 26 anos, foi encontrada morta no dia 24 de junho, após desaparecer durante uma trilha na ilha de Lombok.

Segundo o médico perito Reginaldo Franklin, a análise de larvas encontradas no corpo ajudou a estimar o período de sobrevida após o acidente. “Foi uma morte muito sofrida, de muita agonia”, lamentou o perito Nelson Massini, ao descrever as lesões. Juliana sofreu ferimentos graves no cérebro, fígado e rins, além de um trauma na testa que sugere choque contra pedras.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML), concluído no Brasil, confirmou que a causa da morte foi hemorragia interna e politraumatismo decorrente do impacto de alta energia cinética.

Juliana foi localizada por turistas espanhóis no dia 21 de junho, sentada em uma área inclinada, com sinais de dificuldade para se levantar. Por causa das condições climáticas, o resgate aéreo foi inviabilizado e a equipe de socorro só conseguiu chegar ao local dois dias depois. A morte foi confirmada em 24 de junho.

Após o traslado para o Rio, o corpo passou por nova autópsia no dia 2 de julho. Juliana foi sepultada em Niterói no dia 4, após a família desistir da cremação para permitir novas investigações.

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