A Justiça do Rio realiza nesta segunda-feira (15) uma audiência de instrução e julgamento para ouvir Júlia Cathermol e Suyany Breschak, acusadas de participação na morte do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond. O caso ficou conhecido como o “brigadeirão envenenado”, ocorrido em maio de 2024.
Segundo as investigações, a psicóloga Júlia Cathermol preparou o doce com cerca de 50 comprimidos de Dimorf a mando de Suyany Breschak, cigana apontada como mandante do crime. A motivação seria uma dívida de aproximadamente R$ 600 mil que Júlia tinha com Suyany por supostos trabalhos espirituais.
O Tribunal de Justiça informou que, além dos interrogatórios, a sessão marcada para a 4ª Vara Criminal da Capital contará com depoimentos de testemunhas. Desde o início do processo, amigos da vítima, peritos e familiares já prestaram declarações em diferentes audiências.
Conforme a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostraram Luiz Marcelo já sonolento após ingerir o doce, indício de que havia sido envenenado. Exames do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram a presença de morfina e outras substâncias no corpo do empresário.
Suyany, considerada a mandante, teria ficado com parte dos bens da vítima, incluindo o carro, que foi encontrado posteriormente em Cabo Frio, vendido por R$ 75 mil. Júlia e Suyany estão presas desde 2024 e respondem a acusações de homicídio qualificado, estelionato, associação criminosa e outros crimes relacionados ao caso.














