O julgamento de inspetor penitenciário acusado de matar o torcedor do Fluminense Thiago Leonel Fernandes da Motta foi novamente adiado e remarcado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A sessão, que aconteceria nesta quarta-feira (3), foi reagendada para o dia 29 de janeiro, às 13h. Esta é a segunda transferência de data do processo, após um primeiro adiamento ocorrido em outubro. O TJRJ não informou o motivo da mudança.
Thiago, de 40 anos, foi morto em 1º de abril de 2023, após o clássico entre Fluminense e Flamengo no Maracanã. O crime aconteceu em um bar movimentado na Tijuca, Zona Norte, onde o acusado, Marcelo de Lima, teria atingido a vítima e seu amigo, Bruno Tonini, de 38 anos, com disparos de arma de fogo. Bruno sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves.
Em outubro daquele ano, a Justiça decidiu que Marcelo seria levado a júri popular, mantendo ainda a sua prisão preventiva. Ele responde por homicídio e por tentativa de homicídio triplamente qualificado, além de colocar outras pessoas em risco durante o ataque.
Segundo relatos divulgados na época, uma discussão sobre a compra de pizzas brotinho vendidas no local teria desencadeado a violência. “Tem um bar no Maracanã que vende uma pizza brotinho muito boa, mas só tinham duas e meus amigos pegaram primeiro. Aí apareceu esse monstro, bêbado, e tentou tomar a pizza deles. E houve uma confusão. Em seguida, ele saiu, foi buscar a arma e deu nove tiros para cima dele”, contou uma pessoa próxima a Thiago.
Na audiência em que foi determinada sua ida a júri popular, no entanto, Marcelo negou que o episódio tenha sido motivado por esse desentendimento.
Thiago era operador de câmera e cinegrafista, com passagens pela TV Globo e por produções do Globoplay e Prime Vídeo. Também era sambista e um dos fundadores do projeto Samba Pra Roda, que apoia iniciativas sociais através do grupo B.A.S.E (Buscando Ajuda para Sonhos Executáveis).
Bruno Tonini, que foi baleado durante o ataque, ficou internado por quase um mês no Hospital Badim, também na Tijuca. Amigos relatam que ele perdeu parte de órgãos internos em decorrência dos ferimentos.
O caso segue em tramitação, e a nova sessão do júri está prevista para o fim de janeiro.














