Uma decisão judicial determinou o bloqueio de bens em Belford Roxo após investigações sobre valores irregulares pagos a uma ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores (Previde). Elenice Araújo de Oliveira Silveira, servidora aposentada do município, teve cerca de R$ 1,7 milhão bloqueados por ordem da Justiça. Segundo a Procuradoria, ela recebeu montantes acima do teto legal de aposentadoria.
De acordo com o levantamento, mesmo após determinações do Tribunal de Contas do Estado e decisões judiciais que fixaram o benefício em R$ 8,9 mil, Elenice continuou recebendo valores em torno de R$ 23 mil. Uma transferência não justificada de R$ 228 mil para sua conta também será investigada pelas autoridades.
Além das remunerações questionadas, a ex-dirigente é alvo de inquérito policial por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio estimado em R$ 14,9 milhões do Previde. No processo, ela é apontada por 539 possíveis crimes de peculato e organização criminosa. O marido, Pedro Paulo da Silveira, que também presidiu o instituto, é investigado no mesmo caso.
O bloqueio foi concedido em caráter liminar, diante do risco de dilapidação do patrimônio, o que poderia dificultar eventual ressarcimento aos cofres municipais. Na decisão, o juiz Nilson Luis Lacerda destacou a delicada situação financeira de Belford Roxo: “O Município de Belford Roxo trouxe à baila a grave situação de calamidade financeira em que se encontra, com dívidas bilionárias, em parte atribuídas a condutas ímprobas.”
A denúncia aponta que os atos de improbidade ocorreram durante a gestão de Waguinho (Republicanos), ex-prefeito da cidade, e seguem sob apuração para responsabilização dos envolvidos.














