A jovem Rafanny Cruz Diniz, de 21 anos, morreu após ser baleada durante uma tentativa de assalto na Rodovia Rio-Teresópolis, na altura do bairro Imbariê, em Duque de Caxias. O crime aconteceu na Baixada Fluminense e revoltou moradores da região.
Tentativa de assalto na Rio-Teresópolis termina em tragédia em Imbariê
O caso ocorreu na altura de Imbariê, um dos acessos mais movimentados da rodovia federal que corta o município de Duque de Caxias. De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, criminosos abordaram a vítima na pista durante uma investida de roubo. Disparos foram efetuados, atingindo a jovem gravemente.
Rafanny chegou a ser socorrida com vida logo após o crime e encaminhada com urgência para o Hospital Municipal de Imbariê. Na unidade de saúde, equipes médicas tentaram estabilizar o quadro clínico, mas a jovem não resistiu aos ferimentos provocados pelos tiros. Policiais do 15º Batalhão de Polícia Militar (Duque de Caxias) foram acionados para verificar a entrada da vítima de arma de fogo e constataram o óbito dentro do hospital.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso de forma imediata. Peritos e investigadores trabalham na coleta de depoimentos de testemunhas e buscam imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo da rodovia para identificar os criminosos envolvidos no latrocínio tentado que tirou a vida de Rafanny.
O que já se sabe sobre a dinâmica do crime
Segundo a apuração inicial da Polícia Militar, a abordagem aconteceu enquanto a vítima trafegava pelo trecho rodoviário que corta o bairro de Imbariê. Até o momento, as autoridades de segurança pública não confirmaram se Rafanny estava a pé ou dentro de algum veículo particular ou transporte por aplicativo quando o ataque aconteceu.
A investigação policial tenta esclarecer com precisão a quantidade de assaltantes que atuaram na ação e se houve algum tipo de reação antes dos disparos. Os agentes da Polícia Civil realizam diligências na região para mapear rotas de fuga utilizadas pelos suspeitos no entorno do terceiro distrito de Duque de Caxias.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização da perícia de necropsia antes de ser liberado aos familiares. O sepultamento da jovem foi marcado para as 14h no Cemitério Municipal da Taquara, localizado também na cidade de Duque de Caxias.
Quem responde pela segurança e investigação do caso
O patrulhamento ostensivo do trecho onde o crime aconteceu fica a cargo do 15º Batalhão de Polícia Militar, além da fiscalização de trânsito e segurança viária de competência da Polícia Rodoviária Federal nas faixas da Rodovia Rio-Teresópolis (BR-116). Após o chamado no hospital, os policiais militares preservaram os primeiros relatos e repassaram as informações para o setor de inteligência.
O inquérito principal está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), sediada em Belford Roxo, responsável por investigar mortes violentas em toda a comarca da Baixada. Os investigadores pedem que qualquer pessoa que estivesse passando pela Rio-Teresópolis no momento do tiroteio compartilhe registros ou informações que ajudem a localizar o bando armado.
Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso ou identificado oficialmente pela corporação. Operações pontuais de patrulhamento foram reforçadas em acessos vicinais de Imbariê para coibir ações criminosas na via expressa.
Como denunciar suspeitos de crimes na região
Quem tiver informações sobre o paradeiro dos autores dos disparos ou detalhes sobre veículos usados no assalto pode ajudar as autoridades policiais de maneira totalmente sigilosa. O principal canal de comunicação com a segurança pública do Rio de Janeiro é o programa Disque Denúncia, que atende sem necessidade de identificação pessoal.
Para repassar detalhes pelo telefone, a população pode ligar para o número (21) 2253-1177, que opera diariamente em regime de 24 horas por dia. O canal também disponibiliza atendimento por meio do aplicativo oficial “Disque Denúncia RJ” e pelo número de mensagens instantâneas via WhatsApp no mesmo número de telefone.
Quem preferir procurar atendimento presencial para relatar informações sobre este ou outros crimes no município pode comparecer diretamente à sede da DHBF ou buscar apoio no plantão da 62ª Delegacia de Polícia (Imbariê), unidade territorial mais próxima do local da ocorrência.
O que fazer se você presenciar ou for vítima de assalto na Baixada
Em episódios de violência armada nas rodovias ou vias urbanas, especialistas em segurança orientam motoristas e pedestres a priorizarem a integridade física. A principal recomendação é nunca reagir ou realizar movimentos bruscos que possam ser mal interpretados pelos criminosos armados durante a abordagem.
Após o incidente ou socorro imediato de eventuais feridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no telefone 192 ou acionamento imediato da Polícia Militar pelo 190, é fundamental formalizar o boletim de ocorrência. O registro oficial serve de base para que o comando da PM ajuste as manchas criminais e direcione viaturas para pontos críticos.
Casos que não envolvam agressão física direta ou lesão corporal grave podem ser registrados diretamente pela internet, no portal oficial da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Em situações com disparos de armas ou vítimas feridas, o comparecimento a uma delegacia de polícia se faz obrigatório para colher depoimentos e instaurar inquérito.
Foto: R7 Rio (raspagem)














