Um jovem é morto durante uma briga familiar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na última sexta-feira (25). O caso aconteceu no bairro Califórnia e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). A vítima foi identificada como Gustavo da Silva Justino Silles, de 18 anos.
Segundo informações da Polícia Civil, Gustavo foi até a casa da mãe para exigir dinheiro com o objetivo de comprar um celular. Diante da negativa, iniciou uma discussão com a mãe, que rapidamente evoluiu para agressões físicas e verbais.
Testemunhas relataram que o jovem estava exaltado e chegou a agredir o irmão, que é autista. O clima tenso levou outros familiares a tentarem intervir, entre eles o ex-padrasto da vítima, Gesildo Timóteo de Oliveira. Durante a confusão, houve uma intensa briga corporal entre os dois.
Em meio à luta, Gesildo teria se armado com uma faca e golpeado Gustavo diversas vezes. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes da chegada do socorro. Após o crime, Gesildo fugiu da residência e, até o momento, não foi localizado.
Vizinhos que ouviram os gritos relataram o desespero dos familiares no momento do crime. A cena, segundo relatos, foi marcada por muito sangue e gritos de socorro. A área foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da equipe da DHBF, responsável pela perícia e início das investigações.
A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para localizar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias do homicídio. Até o momento, não há confirmação se já foi emitido um mandado de prisão contra Gesildo Timóteo.
O caso de jovem é morto por um parente chama atenção para os altos índices de violência doméstica na Baixada Fluminense. Situações de conflito dentro de núcleos familiares vêm se tornando frequentes, muitas vezes agravadas por questões como uso de drogas, transtornos psicológicos ou problemas financeiros.
Gustavo foi enterrado no sábado (26), em um cemitério da região. Familiares e amigos, apesar do choque pelo desfecho trágico, relataram que o jovem já havia apresentado comportamentos agressivos anteriormente, especialmente em momentos de frustração ou negação de pedidos.
Ainda assim, o assassinato gerou forte comoção entre os moradores do bairro, que acompanham as investigações à espera de uma resposta por parte da polícia.
A DHBF solicita que qualquer informação que ajude a localizar o autor do crime seja repassada de forma anônima ao Disque Denúncia (2253-1177). O sigilo é garantido.
A Secretaria de Assistência Social do município informou que a família será acompanhada por equipe psicossocial devido ao trauma sofrido, especialmente pelo irmão autista de Gustavo, vítima de agressão durante o conflito.
Casos como este ressaltam a importância de iniciativas públicas voltadas à prevenção de conflitos familiares e ao suporte psicológico em contextos vulneráveis. A ausência de diálogo, somada a comportamentos violentos, pode rapidamente escalar para tragédias como a que ocorreu em Nova Iguaçu.














