Jovem Aprendiz atinge maior marca da história e soma 710 mil contratos ativos

Estágio e jovem aprendiz no Rio

O programa Jovem Aprendiz completou 25 anos com um recorde histórico: 710 mil jovens contratados em setembro de 2025, segundo dados do Caged. Trata-se do maior número já registrado desde a criação da Lei da Aprendizagem, que obriga empresas com sete ou mais funcionários a manter entre 5% e 15% de aprendizes em seu quadro. O marco consolida a política como uma das principais portas de entrada para o mercado de trabalho formal no país.

A legislação determina que a contratação seja acompanhada de formação profissional, em parceria com instituições como Senai, Senac ou CIEE. Assim, o contrato combina atividades práticas na empresa com aulas teóricas, garantindo que o jovem tenha vivência profissional e capacitação simultaneamente.

Especialistas destacam que o modelo é eficiente não apenas para inclusão social, mas também para o desenvolvimento de mão de obra qualificada. Segundo Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, a meta do governo é chegar a 1 milhão de aprendizes. Ele afirma que incentivar as empresas é essencial para manter o ritmo de expansão, já que muitos jovens acabam suprindo futuras vagas de estágio e posições de analista júnior.

O desempenho do programa também se reflete na baixa rotatividade. De acordo com a Companhia de Estágios, 94,38% dos aprendizes permanecem até o fim dos programas, e 47% são efetivados após o término do contrato — um índice considerado alto para o mercado de trabalho juvenil.

Além disso, um levantamento da empresa em parceria com a Opinion Box mostrou o impacto social direto do programa: para 57% dos jovens aprendizes, o salário é essencial para ajudar no orçamento familiar. Entre alunos de baixa renda (classes D e E), esse número sobe para 70%.

Regras e funcionamento do Jovem Aprendiz

A lei estabelece que o programa é destinado a jovens entre 14 e 24 anos incompletos, além de pessoas com deficiência — neste caso, sem limite máximo de idade. A prioridade é para estudantes de escolas públicas e jovens em situação de vulnerabilidade social, especialmente beneficiários de programas como o Bolsa Família.

A contratação é regida pela CLT, com contrato por prazo determinado de até dois anos. O jovem tem jornada de até 6 horas diárias, recebendo salário mínimo-hora, férias remuneradas, 13º salário, FGTS e vale-transporte. Por outro lado, o contrato não gera direito ao seguro-desemprego ao término.

Para participar, os candidatos geralmente passam por processos seletivos conduzidos por instituições formadoras ou organizações parceiras das empresas.

Com 25 anos de existência, o Jovem Aprendiz permanece como uma das políticas mais relevantes de inserção profissional no Brasil, unindo educação, trabalho e impacto social — e agora, com sua maior marca histórica, caminha para alcançar um milhão de oportunidades.

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