Jiboia de dois metros é achada em máquina de lavar em Niterói

jiboia em Niterói

Um morador do bairro Engenho do Mato, em Niterói, teve uma surpresa ao encontrar uma jiboia em Niterói enrolada dentro de sua máquina de lavar. O animal, com cerca de dois metros de comprimento, foi resgatado em segurança por agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal, após acionamento feito pelo número 153 do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).

Segundo a equipe que realizou o resgate, a jiboia estava em boas condições físicas e foi reintegrada ao seu habitat no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), localizado na Região Oceânica da cidade. O procedimento seguiu os protocolos padrão de segurança e bem-estar animal adotados pela Guarda Ambiental.

Apesar de não ser venenosa, a jiboia pode representar riscos, especialmente em áreas residenciais. A serpente utiliza a técnica de constrição para caçar, ou seja, ela se enrola na presa e provoca a morte por asfixia. Por esse motivo, a orientação das autoridades é que a população jamais tente lidar com animais silvestres por conta própria.

A Guarda Ambiental reforça que, em casos semelhantes, os moradores devem manter distância do animal e acionar imediatamente os agentes responsáveis. Além de garantir a segurança da pessoa, essa medida evita o estresse ou ferimentos no animal, que pode agir em autodefesa.

A jiboia encontrada nesta terça-feira (6) é mais um exemplo do crescente número de resgates feitos pela equipe ambiental da cidade. Apenas na última semana, agentes recolheram uma capivara que estava dentro de uma piscina e um tamanduá no trevo de um bairro próximo.

Conforme o histórico da Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal, as espécies mais frequentemente resgatadas incluem capivaras, cobras, tamanduás, gaviões, corujas, tartarugas, bichos-preguiça e gambás. Todos os animais são submetidos a uma avaliação veterinária após o resgate. Caso estejam em boas condições, são imediatamente devolvidos à natureza. Quando necessário, são encaminhados a instituições especializadas, como o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) ou o Instituto Vital Brazil — este último, no caso específico de cobras venenosas.

As autoridades ressaltam ainda que o aumento no número de ocorrências desse tipo está relacionado ao avanço da urbanização em áreas de preservação, o que acaba gerando encontros cada vez mais frequentes entre humanos e a fauna silvestre.

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