Japa do PCC: Justiça de SP alivia restrições para viúva de “Cabelo Duro” em caso de lavagem de dinheiro
A Justiça de São Paulo tomou uma decisão significativa no caso de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. A viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado como um dos líderes do PCC, teve a tornozeleira eletrônica e a prisão domiciliar noturna revogadas.
Karen é investigada por suposta lavagem de dinheiro para a facção criminosa. A decisão, proferida pela juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, impõe novas medidas cautelares à investigada.
Segundo as informações divulgadas, a “Japa do PCC” estava em prisão domiciliar desde 2024, sob suspeita de crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na época de sua prisão, a Polícia Civil apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro, um carro de luxo e mais de US$ 50 mil em sua residência. Conforme apuração, a movimentação financeira da “Japa do PCC” ultrapassou R$ 35 milhões, possivelmente oriundos do tráfico de drogas, sendo usados em negócios de beleza, imóveis e empresas de fachada.
Novas Medidas Restritivas para a “Japa do PCC”
Embora a tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar noturno tenham sido revogados, novas restrições foram impostas a Karen de Moura Tanaka Mori. Ela está impedida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial e tem cinco dias para entregar seu passaporte.
Além disso, a “Japa do PCC” deverá continuar comparecendo mensalmente ao juízo para informar e justificar suas atividades. A juíza determinou que a tornozeleira eletrônica só será retirada após a entrega do passaporte. A autoridade policial tem 30 dias para apresentar uma atualização sobre a investigação, com foco na perícia do celular apreendido com a investigada.
Ligação com Sócios de Virginia Fonseca em Investigação
As investigações também alcançaram os empresários Samara Martins, a “Samara Pink”, e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca na empresa de cosméticos WePink. Eles são investigados pela Polícia Civil de São Paulo em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à “Japa do PCC”.
Entre 2017 e 2022, tanto Samara Pink quanto Karen de Moura Tanaka Mori integraram uma sociedade responsável pela expansão da rede Pink Lash, voltada para o mercado de beleza e cosméticos. Essa conexão levanta suspeitas sobre a movimentação financeira e a origem dos recursos.
Histórico e Evolução das Medidas Cautelares
Inicialmente, a Justiça decretou a prisão preventiva de Karen, que posteriormente foi substituída por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Em 2025, novas medidas cautelares foram estabelecidas, incluindo o comparecimento mensal em juízo e o recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga.
A decisão mais recente representa uma atenuação das medidas, mas mantém um controle judicial sobre a “Japa do PCC”, especialmente no que diz respeito à sua mobilidade e documentação de viagem, enquanto a investigação sobre a lavagem de dinheiro para o PCC continua.
Investigação sobre Movimentação Financeira Milionária
De acordo com as apurações, após a morte de Wagner Ferreira da Silva em 2018, Karen de Moura Tanaka Mori abriu uma empresa e começou a movimentar valores expressivos. A linha de investigação aponta que a “Japa do PCC” teria utilizado recursos ilícitos, provenientes do tráfico nacional e internacional de drogas, para investir em diversos negócios.
O objetivo seria ocultar a origem do dinheiro, através de investimentos em salões de beleza, empreendimentos imobiliários e empresas de fachada. A magnitude da movimentação financeira, que ultrapassou R$ 35 milhões, é um dos pontos centrais da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.














