Irregularidades em presídio de Japeri levam ao afastamento da diretoria da unidade

Bebidas alcoólicas estavam armazenadas dentro do Presídio Milton Dias Moreira

As irregularidades em presídio de Japeri levaram ao afastamento do diretor, do subdiretor e do chefe de segurança do Presídio Milton Dias Moreira, na Baixada Fluminense. A decisão foi tomada após a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária identificar uma série de desvios durante fiscalização realizada na unidade, que abriga presos ligados à facção conhecida como Povo de Israel.

A ação ocorreu na última sexta-feira (16) e contou com agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário (SSISPEN), da Subsecretaria de Gestão Operacional (Subop) e da Corregedoria da Seap. No local, foi encontrado um espaço que armazenava irregularmente grande quantidade de bebidas alcoólicas, energéticos e alimentos in natura. Entre os itens apreendidos estavam cervejas, vodkas, cachaças e whiskys.

Além das bebidas, os agentes localizaram 47 aparelhos celulares e material supostamente entorpecente. Foram apreendidos 270 papelotes de erva seca picada, totalizando 240 gramas; quatro tabletes da mesma substância, com 190 gramas; e 177 papelotes de pó branco, somando 65 gramas.

Diante do flagrante, a Seap determinou o afastamento imediato dos servidores envolvidos e instaurou uma sindicância interna para apurar responsabilidades. “A Seap reforça que não compactua com desvios de conduta, mantém tolerância zero com irregularidades e atua de forma permanente para garantir a ordem, a legalidade e a segurança no sistema prisional fluminense” (em nota oficial).

Todo o material apreendido foi encaminhado para a 63ª DP, onde o caso foi registrado. As investigações seguem em andamento para esclarecer a extensão das irregularidades e possíveis conexões externas.

A unidade custodia integrantes da facção Povo de Israel, criada dentro do sistema prisional fluminense e ativa há cerca de 20 anos com atividades ilícitas intramuros, como lavagem de dinheiro, golpes do falso sequestro e tráfico de drogas. Em 2024, o grupo foi alvo de operação policial que apontou a movimentação de aproximadamente R$ 70 milhões em dois anos, segundo a Polícia Civil.

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