Irmã de capoeirista morto em Niterói acerta execução no Alemão e dá calote nos bandidos

Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda

A irmã de capoeirista morto em Niterói acerta execução no Alemão e dá calote nos bandidos, segundo apontam as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso envolve a morte do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, ocorrida em fevereiro, e ganhou novos desdobramentos após a prisão de Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda.

De acordo com a polícia, Adriana teria ido até o Complexo do Alemão para se reunir com criminosos e negociar a execução do próprio irmão. A proposta teria sido de R$ 50 mil, mas apenas parte do valor foi paga, o que chamou atenção dos investigadores.

Além dela, também foi preso Juan dos Santos, conhecido como Juan do Alemão, que confessou participação no crime e afirmou ter pilotado a moto usada na ação. Ele apontou Adriana como responsável por articular o encontro e oferecer o pagamento.

“Ela já possuía uma relação anterior com um dos assassinos, e posteriormente ela foi pessoalmente até o Alemão levada por essa pessoa, onde inclusive fez uma reunião com o Juan, por exemplo, e ofereceu a eles R$ 50 mil”, disse o delegado Willians Batista.

“A gente acredita que [a recompensa] seria paga inclusive com o dinheiro [em espécie] que ela esperava encontrar na casa do irmão”, completou.

Segundo a investigação, apenas R$ 10 mil foram entregues como adiantamento. A suspeita é de que o restante não tenha sido pago, caracterizando o calote mencionado nas apurações.

A polícia também apura que a mulher teria orientado os executores a simularem um latrocínio, com o objetivo de dar outra aparência ao crime.

“Ela pediu a eles que subtraíssem alguma coisa, algum bem dele, para ficar com aparência de um latrocínio”, detalhou o delegado.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi uma tentativa de homicídio dias antes da execução, quando a arma usada contra a vítima falhou.

“Ela mostrou muita revolta quando eles não conseguiram atingi-lo dessa vez”, acrescentou o delegado.

As investigações apontam ainda que a motivação do crime estaria ligada a questões financeiras e disputas envolvendo bens da vítima, incluindo imóveis, veículos e valores em dinheiro.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí segue com as diligências para identificar outros envolvidos no caso e aprofundar as circunstâncias do crime.

E o que começou como mais um caso violento ganha contornos ainda mais surpreendentes à medida que novos detalhes vêm à tona.

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