Investigação da PF sobre o Banco Master é prorrogada por Toffoli

Ministro Dias Toffoli

A Investigação da PF sobre o Banco Master foi prorrogada por mais 60 dias pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Relator do caso, Toffoli acolheu a solicitação apresentada pela Polícia Federal, permitindo a continuidade das apurações, que tramitam em sigilo.

Na decisão, o ministro afirmou que as razões expostas pela autoridade policial justificam a extensão do prazo para conclusão do inquérito. O pedido ocorre após determinação para que peritos da própria PF acompanhem a extração de dados e a realização de perícia em materiais apreendidos durante operação realizada nesta semana, cuja custódia ficou sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República.

Inicialmente, os itens recolhidos — como celulares e computadores — permaneceriam lacrados e acautelados no STF. Posteriormente, Toffoli revisou o entendimento e transferiu a guarda do material para a PGR, estabelecendo que quatro peritos teriam acesso aos dados. O ministro também reduziu de cinco para dois dias o prazo concedido à PF para a coleta de depoimentos.

A operação mais recente incluiu novas buscas e apreensões em endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além da prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel. Outros alvos também foram alcançados pelas diligências, no contexto de apuração de um suposto esquema de fraudes envolvendo a instituição financeira.

Segundo a Polícia Federal, a prorrogação do prazo se fez necessária diante da necessidade de novas diligências e da identificação de indícios de possíveis novos ilícitos relacionados ao caso. Com a decisão, a investigação segue avançando sob acompanhamento do STF, enquanto os desdobramentos permanecem sob sigilo judicial.

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