A investigação contra vereador Salvino Oliveira foi trancada pela Justiça do Rio de Janeiro após decisão da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa. O inquérito apurava uma suposta ligação do vereador eleito Salvino Oliveira Barbosa, do PSD, com a organização criminosa Comando Vermelho.
Na decisão, o juiz Renan de Freitas Ongaratto afirmou que não havia justa causa para a continuidade da investigação. O magistrado também apontou a existência de flagrantes ilegalidades na condução do procedimento investigativo.
Além da falta de elementos concretos, a decisão mencionou possíveis indícios de uso do aparato policial para fins de perseguição política. Com isso, a Justiça determinou o encerramento do inquérito contra o parlamentar eleito.
Conversa de WhatsApp determinou prisão
Segundo a decisão judicial, a principal prova usada para incluir Salvino Oliveira no inquérito era uma conversa de WhatsApp interceptada entre Edgar Alves de Andrade e Elder de Lima Landim, investigados por suposta ligação com a facção criminosa.
Na troca de mensagens, registrada em março de 2025, os dois teriam feito referência a uma possível autorização para que o vereador atuasse na Gardênia Azul e recebesse apoio para projetos políticos.
Para o juiz, no entanto, o conteúdo isolado da conversa não era suficiente para justificar a continuidade da apuração. O magistrado entendeu que a investigação não apresentou outros elementos capazes de indicar a prática de crime por parte de Salvino.
Em trecho da decisão, o juiz Renan de Freitas Ongaratto escreveu: “Até o presente momento não há (…) qualquer outro elemento concreto que indique conduta criminosa praticada pelo investigado”.
A decisão representa uma reviravolta no caso e interrompe o avanço da investigação contra o vereador eleito. A Justiça entendeu que a continuidade do inquérito, nas condições apresentadas, não encontrava sustentação jurídica.
A reportagem procurou a Polícia Civil para comentar a decisão e aguarda posicionamento. O caso segue com repercussão política no Rio, principalmente após a menção judicial a possíveis irregularidades na condução da investigação.














