A investida milionária do Vasco por Bruno Zapelli foi rejeitada pela diretoria do Athletico-PR. O clube carioca apresentou uma proposta de empréstimo com obrigação de compra, avaliada em US$ 20 milhões — cerca de R$ 107,8 milhões na cotação atual —, além do empréstimo, até o fim do ano, de quatro jogadores: Leandrinho, Mateus Carvalho, Jean David e Loide Augusto. Apesar da movimentação ousada, a oferta foi prontamente recusada.
O veto por parte do Athletico veio logo após a equipe garantir classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Internamente, a decisão foi tomada com base no entendimento de que Bruno Zapelli é peça-chave para a sequência da temporada, especialmente nas competições eliminatórias, nas quais o clube aposta alto.
Mesmo com a negociação travada, a movimentação mostra que o Vasco segue ativo no mercado da bola em busca de reforços, principalmente para o setor de criação. A diretoria tenta montar um elenco mais competitivo, com o objetivo de melhorar o desempenho no Campeonato Brasileiro e manter vivas as chances de conquistar uma vaga em torneios continentais.
Zapelli, que tem contrato com o Athletico-PR até dezembro de 2027, chegou ao clube em janeiro de 2023, vindo do Belgrano, da Argentina. Os direitos econômicos do meia foram adquiridos por US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 19 milhões à época). A multa rescisória para clubes do exterior é de 40 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 252,5 milhões, o que dá ao Furacão uma posição de força nas negociações.
Nos bastidores, dirigentes do Athletico afirmam que não pretendem negociar o jogador por valores inferiores à cláusula contratual, especialmente diante do potencial técnico e da expectativa de valorização até o fim da Série B. Apesar de já ter despertado interesse de clubes como Estudiantes e Napoli, Bruno Zapelli permanece como uma das promessas mais cobiçadas do futebol brasileiro.
Para o Vasco, a negativa representa mais um desafio na busca por um armador de referência. A diretoria cruzmaltina avalia novos nomes no mercado, mas a missão de reforçar o setor criativo segue sendo prioridade nas próximas semanas.














