A internação da vereadora Luciana Novaes em UTI foi confirmada pela família nesta quarta-feira, após a parlamentar apresentar complicações graves de saúde. Segundo informações do gabinete, ela deu entrada no hospital com infiltração pulmonar e um quadro de pielonefrite, após semanas de piora clínica.
Luciana Novaes, vereadora eleita pelo PT, sofreu uma fratura no ombro direito no dia 15 de outubro e precisou ficar imobilizada por cerca de 45 dias. Durante o processo de recuperação, enfrentou uma pneumonia, tratada inicialmente com antibióticos. Após o término da medicação, voltou a apresentar febre, e novos exames identificaram uma infecção urinária.
Mesmo com tentativas de tratamento em casa, o quadro não apresentou melhora, levando à internação hospitalar na última quinta-feira. Ainda no hospital, a vereadora conseguiu participar de uma sessão plenária da Câmara Municipal do Rio de Janeiro de forma remota, antes de ser transferida para a terapia intensiva.
A internação mobilizou familiares, amigos, aliados políticos e apoiadores, que passaram a enviar mensagens de solidariedade pelas redes sociais. A irmã da parlamentar, Jorgiane Novaes, fez um apelo público pedindo uma corrente de orações.
“O amor da minha vida está num CTI sendo tratada. Peço a todos uma corrente de oração. Para quem gosta da Luciana, mande um vídeo, um áudio ou uma mensagem para que eu possa mostrar para ela, para que tenha força de continuar na luta”, declarou.
Colegas de partido também se manifestaram. O vereador Felipe Pires pediu força e destacou a importância de Luciana para a cidade.
“Fica firme, minha amiga. Nossa bancada, nosso partido e o Rio precisam muito de você!”
O vice-prefeito de Maricá, João Maurício, também prestou apoio público, assim como o advogado Rodrigo Mondego, que desejou energias positivas para a recuperação da vereadora.
Luciana Novaes está em seu terceiro mandato como vereadora desde 2023 e tem uma trajetória marcada por superação. Em 2003, quando cursava Enfermagem, foi atingida por uma bala perdida, que a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. À época, os médicos chegaram a estimar apenas 1% de chance de sobrevivência.
Após quase dois anos de internação e um longo processo de reabilitação, formou-se em Serviço Social, concluiu pós-graduação em Gestão Pública e ingressou na política. Eleita vereadora pela primeira vez em 2016, tornou-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira no Palácio Pedro Ernesto.
Na Câmara, Luciana atua principalmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Recentemente, teve aprovado um projeto que garante às pessoas idosas e com deficiência o direito à presença de acompanhante durante consultas e exames em unidades de saúde públicas e privadas do Rio. O texto ainda aguarda sanção do prefeito.














