Instalada a CPI do Crime Organizado no Senado; confira quem são os senadores escalados

Senador Jorge Kajuru

A CPI do Crime Organizado foi oficialmente instalada nesta terça-feira (4) no Senado Federal, com a missão de investigar o crescimento das facções criminosas e das milícias em todo o país. Proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a comissão terá duração de 120 dias para apurar a estrutura, o financiamento e a influência dessas organizações.

A criação da CPI ocorre dois dias após a megaoperação policial que resultou em 121 mortes nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro — a mais letal da história do Brasil. O clima de tensão e o debate sobre segurança pública deram ainda mais destaque à instalação da comissão.

Entre os senadores que integram o grupo estão nomes de diferentes espectros políticos, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Sérgio Moro (União-PR) e Fabiano Contarato (PT-ES), que foi eleito presidente da CPI. O colegiado conta com 11 titulares e sete suplentes, equilibrando representantes da base do governo e da oposição.

Fabiano Contarato, que foi delegado de polícia por 27 anos e hoje é senador pelo Espírito Santo, destacou que o objetivo da comissão é “aprofundar o combate às organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”. O parlamentar foi líder do PT no Senado entre 2022 e 2023 e é considerado uma das vozes técnicas da bancada.

Além dele, o PT também é representado por Rogério Carvalho (PT-SE) e Jaques Wagner (PT-BA). A lista de titulares inclui nomes de destaque como Alessandro Vieira, Márcio Bittar, Marcos do Val, Otto Alencar, Ângelo Coronel, Jorge Kajuru, Flávio Bolsonaro, Magno Malta e Hamilton Mourão.

Entre os suplentes estão Sérgio Moro, Eduardo Girão, Veneziano Vital do Rêgo, Jaques Wagner, Randolfe Rodrigues e Esperidião Amin. Assim como ocorreu na CPI do INSS, a expectativa é de que nem governo nem oposição tenham maioria expressiva nas votações iniciais.

A CPI do Crime Organizado deve iniciar os trabalhos ainda nesta semana, com definição do plano de investigação e convocação dos primeiros depoentes. O foco principal será o rastreamento de fluxos financeiros, relações políticas e atuação das milícias e facções em estados como Rio de Janeiro, Ceará e Pará.

Limpatech