A iniciativa de São Gonçalo voltada à realização de transfusões de sangue em unidades municipais de pronto atendimento ganhou destaque nacional no Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (HEMO 2025), realizado em São Paulo entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro. O projeto foi reconhecido como um exemplo de eficiência e inovação na rede pública de saúde.
Implantada há cinco meses pela Secretaria Municipal de Saúde, a estratégia começou na UMPA de Santa Luzia como projeto-piloto e, no mês seguinte, foi estendida para as unidades do Pacheco e de Nova Cidade. Desde então, já foram realizadas 216 transfusões nas três UMPAs, o que ajudou a reduzir a sobrecarga hospitalar e a agilizar o atendimento aos pacientes.
O prefeito Capitão Nelson comemorou o reconhecimento nacional e destacou o impacto positivo da descentralização dos serviços. “São Gonçalo apresenta para todo o país mais uma experiência bem-sucedida de descentralização do atendimento de transfusão de sangue, ampliando o acesso e otimizando o fluxo de pacientes na rede pública. Estamos revolucionando a saúde de São Gonçalo, e o HCCOR e o Ciesg são alguns exemplos. Estamos deixando um legado de novos equipamentos e vamos seguir avançando”, afirmou.
O HEMO 2025 é considerado o maior evento da área na América Latina e reúne profissionais, pesquisadores e instituições de referência nacional e internacional. Promovido pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o congresso busca compartilhar avanços científicos e experiências que melhoram a qualidade da assistência e da gestão hospitalar.
Durante o evento, a diretora do Hemonúcleo de São Gonçalo, Daiana Nepomuceno Pacheco, apresentou o trabalho científico “Implementação de transfusões nas UMPAs como estratégia de redução da sobrecarga hospitalar: experiência do município de São Gonçalo/RJ”, que despertou o interesse de outros gestores e especialistas do setor.
“Apresentar esse estudo representa não apenas o reconhecimento da relevância prática e científica do projeto, mas também a possibilidade de compartilhar experiências que fortalecem os serviços públicos de hemoterapia, promovendo eficiência assistencial e integração entre as unidades de saúde”, explicou Daiana.
A experiência bem-sucedida reforça o papel de São Gonçalo como referência na descentralização da assistência hospitalar e no fortalecimento das políticas públicas de saúde, valorizando o atendimento humanizado e acessível à população.














