O influenciador preso por elo com o CV era pré-candidato a deputado federal e foi alvo de uma operação realizada nesta quarta-feira (3), em Alagoas. Patrick Almeida, conhecido nas redes sociais como PTK, foi detido durante uma ação contra a cúpula do Comando Vermelho no estado.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, Patrick teria sido indicado por Nem Catenga, apontado como líder da facção no estado, para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024. A suspeita é de que ele atuaria como representante político do grupo criminoso na Câmara Municipal.
Na época, PTK tentaria concorrer pelo Solidariedade, mas acabou barrado pela própria legenda. Já em 2026, ele se filiou ao MDB e passou a se apresentar nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal.
No Instagram, o influenciador usava uma imagem voltada às comunidades e se definia como “o cara das comunidades”. Ele também adotava o slogan “respeita os motoboy”, expressão usada para fortalecer sua identificação com parte do público que acompanhava suas publicações.
A operação foi deflagrada para cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho em Alagoas. Segundo a SSP-AL, foram expedidos 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, além de medidas cautelares.
Até a manhã desta quarta-feira, nove pessoas haviam sido presas durante a ação. Os mandados foram cumpridos em Maceió, Marechal Deodoro e também no Rio de Janeiro, onde um dos alvos foi localizado.
As investigações apontam que a cúpula do Comando Vermelho buscava ampliar sua presença territorial em Alagoas. Para as autoridades, a possível tentativa de obter apoio político fazia parte dessa estratégia de expansão.
Segundo o delegado Igor Diego, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, a operação, batizada de “Morro do Alemão”, tinha como foco enfraquecer a estrutura da facção no estado.
“Hoje estamos deflagrando a operação ‘Morro do Alemão”, uma operação contra a cúpula do Comando Vermelho de Alagoas, que vem buscando a sua expansão no território de Alagoas, bem como apoio político para isso. Uma operação muito importante”, disse o delegado Igor Diego, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado.
A ação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, com participação das polícias Civil e Militar do estado. A Polícia Civil do Rio de Janeiro também atuou no cumprimento de um mandado contra um dos investigados que estava no território fluminense.
As apurações seguem em andamento para identificar a extensão da atuação do grupo e possíveis novas conexões entre criminosos e agentes ligados ao cenário político. O caso chama atenção pela suspeita de tentativa de infiltração da facção em espaços institucionais por meio de candidaturas eleitorais.














