A cantora Julia Mestre vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Nomeada pela primeira vez como artista solo ao Grammy Latino, a carioca de 29 anos celebra a indicação em dose dupla: “Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Português” e “Melhor Canção em Português”, ambas com o disco Maravilhosamente Bem, lançado em maio. O novo projeto, que mistura referências dos anos 80 com uma estética moderna e dançante, ganha agora uma turnê nacional que começa pelo Rio de Janeiro, com apresentação nesta terça-feira (4), no Teatro João Caetano.
“A expectativa é a melhor possível. O público pode esperar um show com muita energia e entrega. Criamos uma experiência que leva todos para dentro do universo do disco — há momentos para dançar e outros mais introspectivos”, afirma a artista.
Depois de brilhar com o grupo Bala Desejo, vencedor do Grammy Latino em 2022, Julia encara a fase solo como um recomeço. “Gosto de dizer que é uma nova era. Mesmo não sendo meu primeiro álbum solo, sinto como se me apresentasse novamente. É um mergulho mais profundo na minha identidade artística”, explica.
O disco Maravilhosamente Bem combina batidas pop e atmosferas cinematográficas com letras que celebram o autoconhecimento e a liberdade. “Eu sempre amei a dramaticidade dos anos 80 — sintetizadores, baterias marcadas — tudo isso cria uma textura que conversa com minhas letras e com o visual do álbum”, revela Julia, que participou ativamente de cada etapa da produção.
A cantora conta que a indicação ao Grammy foi uma surpresa. “É como viver um sonho. Fiz o álbum acreditando muito nele, em cada parte do processo. Quando vi o nome na lista, foi um choque. É um incentivo enorme para continuar seguindo minha intuição e coragem criativa”, comemora.
A faixa-título, Maravilhosamente Bem, também concorre à premiação e sintetiza a essência do trabalho. “Essa música é um manifesto de autoconfiança e desejo. Ela fala sobre se jogar na vida, com todos os riscos e delícias que isso traz”, descreve.
Entre suas inspirações, Julia cita Rita Lee, Marina Lima e Kate Bush, artistas que marcaram gerações com personalidade e ousadia. “Elas me inspiram pela forma como criaram universos próprios. Não é só sobre música, mas sobre ter coragem de ser autêntica”, afirma.
Com shows programados por várias capitais brasileiras, Julia Mestre segue consolidando sua carreira solo com uma conexão cada vez mais forte com o público. “É lindo ver as pessoas cantando músicas tão novas e pessoais. Sinto que abraçaram esse disco comigo. É uma troca muito potente”, conclui.














