PF retoma perícia e ouve suspeitos após incêndio de R$ 100 milhões na UFPE
A Polícia Federal (PF) planeja retomar nesta sexta-feira, 9 de outubro, os trabalhos de perícia no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que foi atingido por um incêndio na última quarta-feira, 7 de outubro. A atividade precisou ser interrompida no dia anterior devido ao risco estrutural identificado no imóvel.
A prioridade agora é avaliar as condições de segurança do local para determinar se os peritos poderão dar continuidade às investigações. Ainda não há previsão para a conclusão dos trabalhos, que visam identificar as circunstâncias e as possíveis causas do sinistro.
Paralelamente, a PF pretende ouvir suspeitos do caso ainda nesta sexta-feira. Alguns indivíduos já prestaram depoimento aos investigadores na quinta-feira, 8 de outubro. As informações são da Polícia Federal, conforme divulgado pelo Metrópoles.
Avaliação de segurança e continuidade da perícia
Os peritos da Polícia Federal retornarão ao prédio da UFPE para uma nova avaliação das condições de segurança. A estrutura do imóvel foi comprometida pelo incêndio, gerando preocupação quanto à segurança dos profissionais envolvidos na investigação. Somente após essa análise será definida a continuidade dos trabalhos periciais.
Prejuízos milionários e perda irreparável de pesquisas
O incêndio atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Nide), abrigando materiais e projetos de pesquisa cruciais. O reitor Alfredo Gomes estima que os prejuízos possam chegar a R$ 100 milhões, incluindo equipamentos, insumos e material. Foram perdidos dados de cerca de 20 anos de pesquisa.
O fogo destruiu pesquisas relacionadas a áreas como câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo. Além disso, cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam no local, representando uma perda irreparável para a comunidade acadêmica e científica.
Contexto do incêndio e manifestações estudantis
O incêndio na UFPE ocorreu um dia após estudantes da universidade realizarem uma manifestação em defesa da democracia e em apoio ao presidente Lula, que disputava o segundo turno das eleições. O ato, que também defendeu a educação, aconteceu na terça-feira, 6 de outubro. Outras ocorrências de incêndio já haviam sido registradas na universidade em setembro e outubro.
Investigação em andamento sem confirmação de crime
Até o momento, a Polícia Federal não apresentou conclusões sobre a origem das chamas nem confirmou se o incêndio foi criminoso. A perícia busca esclarecer todos os fatos que levaram à destruição do prédio e à perda de valiosos materiais de pesquisa.













