Um idoso de 81 anos foi atacado por pit bulls em Araruama enquanto caminhava pela Rua Santa Isabel, no distrito de Iguabinha, na manhã da última segunda-feira (21). A vítima sofreu ferimentos graves, incluindo a perda parcial da orelha, e precisou ser encaminhada com urgência para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
De acordo com o relato do idoso, os dois cães da raça pit bull escaparam de uma residência próxima e avançaram repentinamente. Ele tentou se defender das mordidas, mas não conseguiu evitar o ataque. Um casal que reside no imóvel apareceu para conter os animais, porém, segundo a vítima, não prestou socorro após o incidente. O idoso afirmou ainda que ouviu dos responsáveis pelos cães a frase: “isso não vai dar em nada”.
Moradores da região confirmaram que os cães já haviam demonstrado comportamento agressivo em outras ocasiões, causando preocupação no bairro. O tutor dos animais foi identificado informalmente como Alexandre, morador da casa de onde os cães teriam escapado.
Após ser socorrido, o idoso recebeu atendimento médico e teve um Boletim de Atendimento Médico (BAM) emitido, registrando a gravidade das lesões provocadas pelo ataque.
A ocorrência foi registrada na delegacia de Araruama, onde a Polícia Civil abriu investigação. O tutor dos cães pode ser responsabilizado por omissão de cautela na guarda de animal perigoso, conforme estabelece o artigo 31 do Decreto-Lei 3.688/41. A legislação prevê pena de detenção de até um ano, além de multa. Caso a investigação aponte negligência grave ou agravantes devido à extensão dos ferimentos, outras sanções poderão ser aplicadas.
Casos como o ataque por pit bulls em Araruama reacendem o debate sobre a responsabilidade dos tutores na guarda de animais considerados potencialmente perigosos. A legislação brasileira exige que esses cães estejam sempre conduzidos com o uso de guia, coleira e focinheira em vias públicas, além de cuidados redobrados para evitar fugas de domicílios.
A comunidade local cobra medidas mais rigorosas para evitar novos incidentes, já que, segundo relatos, não é a primeira vez que os cães circulam livremente pela região, oferecendo risco aos moradores.
A Polícia Civil informou que está ouvindo testemunhas e que o tutor dos animais será chamado a depor nos próximos dias. O inquérito também analisará se havia infraestrutura adequada na residência para manter os cães em segurança, evitando esse tipo de ocorrência.
Enquanto isso, o idoso segue em recuperação. Apesar da gravidade dos ferimentos, seu estado de saúde é estável. Familiares pedem justiça e reforçam a importância de responsabilizar os tutores por ataques desse tipo.














