Uma idosa de 88 anos foi vítima de um ataque de pitbull ao sair de casa para levar o lixo e precisou amputar o dedo mínimo e parte da mão esquerda. O caso ocorreu no dia 26 de abril, no Rio de Janeiro, e a cadela da raça pitbull, de dois anos, pertence aos vizinhos da vítima. Mesmo com tentativas de ajuda de pessoas próximas, o animal demorou a soltar a senhora, provocando ferimentos graves.
Celeste Alves Leite, como foi identificada a vítima, segue internada no hospital Memorial, no Engenho de Dentro, Zona Norte. A família procurou a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (SMPDA) por meio da central 1746. Na terça-feira (6), o secretário Luiz Ramos Filho foi até o local e notificou os responsáveis pelo animal.
“O cachorro está vacinado, mas precisa ficar em observação. Ele será castrado e microchipado. A tutora se comprometeu a trocar o portão, que está com defeito, e a sair com o animal sempre usando a focinheira, como determina a lei. Eu faço um apelo aos tutores de cães que apresentam agressividade que sejam responsáveis e não coloquem a vida de outras pessoas em risco”, destacou Luiz Ramos Filho, em depoimento ao jornal O Dia.
No mesmo dia, outro ataque de pitbull foi registrado, dessa vez em Padre Miguel, na Zona Oeste da cidade. Uma adolescente de 14 anos foi atacada pelo cachorro da própria família enquanto estava no quintal de casa. A jovem foi mordida nas nádegas e sofreu diversos arranhões pelo corpo. A mãe e outra pessoa tentaram conter o animal, como mostram imagens de uma câmera de segurança.
A adolescente, identificada como M. E., foi levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, e depois transferida para o Hospital Rocha Maia, em Botafogo. Ela recebeu vacina e soro antirrábicos e segue se recuperando das lesões.
Após o ataque, o cachorro foi recolhido por agentes da Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais e encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses, em Santa Cruz. O espaço abriga atualmente 204 cães, sendo 72 deles da raça pitbull.
O secretário Luiz Ramos Filho alertou novamente sobre os riscos da criação irresponsável de cães potencialmente agressivos. Ele lembrou que, no município do Rio de Janeiro, a comercialização de pitbulls e outras raças com perfil semelhante é proibida.
“É fundamental respeitar as normas. A criação de pitbulls exige responsabilidade e atenção especial. A lei determina o uso de focinheira, a condução com coleira curta e a observação constante do comportamento do animal, especialmente em ambientes públicos”, reforçou o secretário.
A SMPDA segue monitorando os casos e adotando medidas para garantir a segurança da população e o bem-estar dos animais. Novas ações educativas e fiscalizatórias estão previstas para as próximas semanas.














