O ICMBio e Petrobras oficializaram nesta segunda-feira (9) um acordo de compensação ambiental que destina R$ 14,9 milhões à revitalização do acesso ao Cristo Redentor, no Alto Corcovado. O projeto prevê a substituição das escadas rolantes e a implantação de um novo sistema automatizado para facilitar a acessibilidade de visitantes ao monumento.
O investimento inicial faz parte de um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) exigido pelo Ibama como contrapartida pela instalação da plataforma P-56, na Bacia de Campos. O valor será utilizado para renovar completamente as quatro escadas rolantes atuais, que serão substituídas por equipamentos mais modernos, além da criação de um plano inclinado paralelo, automatizado.
A execução da obra será responsabilidade da Petrobras, que cuidará da aquisição dos equipamentos e da contratação da empresa que fará a instalação. Ao ICMBio caberá o papel de fiscalização, orientação técnica e controle das ações durante todas as etapas do projeto.
A área do Corcovado é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já avaliou e concedeu autorização para a intervenção. A estimativa total de custos da revitalização completa do espaço é de R$ 75 milhões, sendo a primeira fase limitada aos R$ 14,9 milhões agora anunciados.
A reforma será feita por etapas. Nesta primeira fase, o foco será garantir a acessibilidade plena aos visitantes, com um ambiente mais seguro e funcional para idosos, pessoas com deficiência e turistas em geral. A segunda fase, com previsão para ocorrer entre 2027 e 2029, incluirá outras melhorias no entorno do monumento, ainda em fase de planejamento.
A iniciativa visa aprimorar a experiência dos milhões de turistas que visitam o Cristo Redentor todos os anos, além de reforçar o compromisso das instituições com a preservação e a valorização de um dos principais cartões-postais do Brasil.
O Cristo Redentor, localizado dentro do Parque Nacional da Tijuca, é considerado um dos destinos turísticos mais visitados da América Latina e um símbolo do Rio de Janeiro. Com o novo sistema de acesso, espera-se reduzir filas e ampliar a segurança estrutural da área, sem comprometer o patrimônio histórico e ambiental.
A expectativa é que as obras comecem ainda em 2025, respeitando os cronogramas definidos pelo ICMBio em parceria com a Petrobras. A fiscalização será contínua, com relatórios técnicos periódicos enviados aos órgãos responsáveis pela preservação da área.














