Hotel irregular em Copacabana vira alvo da Prefeitura após denúncia

Hotel irregular em Copacabana

O caso de hotel irregular em Copacabana ganhou novos desdobramentos após a atuação da Prefeitura do Rio, que realizou uma fiscalização na Avenida Atlântica, na Zona Sul, após denúncia sobre uma construção em área pública.

Equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública estiveram no local para verificar a estrutura instalada por um hotel sobre a calçada. A ação ocorreu após a repercussão de imagens que mostravam a intervenção no espaço, gerando questionamentos sobre a legalidade da obra.

De acordo com informações oficiais, foi constatado que a autorização anteriormente concedida para a instalação de equipamentos no local estava vencida. Além disso, não havia permissão para a montagem de estruturas provisórias durante a execução da obra.

Diante das irregularidades, o estabelecimento foi notificado e deverá remover a construção no prazo de 24 horas. Também será emitido auto de infração por realização de obra sem licença.

Em nota, a Prefeitura informou que a fiscalização foi realizada por equipes da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, que confirmaram a ocupação irregular da calçada.

“A Prefeitura do Rio informa que, após denúncia sobre intervenção irregular na calçada da Avenida Atlântica, equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos realizaram vistoria no local. Foi constatado que a licença anteriormente concedida para instalação de aparalixo e tela de proteção encontrava-se vencida, além da ausência de autorização para a instalação de tapume provisório durante a execução de obra. Diante das irregularidades, foi lavrada a Notificação nº 129/2026 e será emitido auto de infração por obra sem licença. Também será publicado edital determinando a remoção da estrutura no prazo de 24 horas”, informou a Prefeitura.

O secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Diego Vaz, reforçou que a ocupação de espaços públicos sem autorização não será tolerada.

“A ocupação irregular de área pública não será tolerada. A calçada é um espaço do cidadão, e qualquer intervenção precisa seguir rigorosamente a legislação. Atuaremos com firmeza para garantir o ordenamento urbano e o direito de ir e vir da população”, afirmou.

O episódio também reacendeu discussões sobre a preservação do calçadão de Copacabana, projetado por Roberto Burle Marx e reconhecido como patrimônio cultural. A intervenção gerou críticas por possível descaracterização da paisagem urbana.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a construção de uma estrutura em cimento sobre a tradicional calçada de pedras portuguesas, o que levou a questionamentos sobre impactos ao patrimônio e à mobilidade de pedestres.

O hotel envolvido, conhecido como Lancaster, já pertenceu a uma rede tradicional e atualmente está sob gestão de um grupo estrangeiro. A obra teria como objetivo ampliar a área do estabelecimento, avançando sobre o espaço público.

Nas redes sociais, o caso dividiu opiniões. Enquanto alguns usuários apontaram a necessidade de melhorias na segurança do local, outros criticaram a intervenção.

“Essas obras de ‘esticadinho’ para colocar grades estão por toda zona sul, não só em Copacabana. Algo de muito mal gosto. Além da poluição visual que irá ficar. Flagrante descaracterização da paisagem, fazendo um paralelo e se assemelha a pendurar roupas na varanda ou janela tão feio quanto”, disse uma internauta.

A Prefeitura informou que seguirá atuando na fiscalização para garantir a preservação dos espaços públicos e o cumprimento das normas urbanísticas na cidade.

Limpatech