Os moradores do bairro Brasilândia, em Volta Redonda, acompanharam esta semana a primeira colheita da horta comunitária criada no local. A iniciativa distribuiu alface, couve, temperos e legumes frescos colhidos diretamente do canteiro para famílias cadastradas em programas sociais da região.
Primeira colheita reforça alimentação saudável no bairro Brasilândia
O projeto foi instalado em um terreno antes ocioso da comunidade e recuperado pelos próprios moradores com o apoio de técnicos de agronomia. A proposta principal é garantir comida de qualidade na mesa de quem mais precisa e incentivar o trabalho coletivo no bairro.
Todo o cultivo é feito de forma orgânica, sem o uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos. As famílias beneficiadas ajudam na manutenção diária do espaço, participando desde o preparo do solo e o plantio das mudas até a irrigação e a limpeza das leiras.
Quem tem direito a receber os alimentos colhidos?
Os produtos retirados da horta comunitária têm como destino prioritário as famílias em situação de vulnerabilidade social moradoras da Brasilândia. O cadastramento é feito por meio dos serviços de assistência social que atuam no bairro, considerando a renda familiar e o número de dependentes na casa.
Além da distribuição direta para o consumo diário, parte da produção também é reservada para reforçar a preparação de refeições em creches e associações comunitárias locais. A meta dos organizadores é ampliar a variedade de hortaliças nos próximos meses para atender um número ainda maior de moradores.
O que muda na rotina de quem mora na região?
A transformação do terreno abandonado em área produtiva trouxe reflexos imediatos para a segurança e a limpeza do bairro Brasilândia. O espaço, que antes acumulava entulho e mato alto, passou a ser um ponto de convivência entre vizinhos e de aprendizado sobre cultivo sustentável.
Para quem participa do projeto, a rotina diária inclui oficinas práticas sobre plantio, compostagem de resíduos orgânicos e economia de água na irrigação. A iniciativa também ajuda as famílias a reduzirem os custos com a compra de verduras e legumes na feira ou no mercado.
A mudança no visual da rua trouxe mais tranquilidade para quem passa a pé pelo local. Moradores antigos relatam que a limpeza da área eliminou focos de insetos e animais peçonhentos que se multiplicavam por causa do lixo descartado de forma irregular nos meses anteriores.
Como funciona o cadastro e onde buscar atendimento?
Para ter acesso às doações de hortaliças, o morador deve estar cadastrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O atendimento é realizado na unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) responsável pela região da Brasilândia, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
É necessário apresentar documento oficial com foto, CPF, comprovante de residência no município de Volta Redonda e a certidão de nascimento de dependentes que residam na mesma casa. O atendimento presencial orienta também sobre outros benefícios sociais disponíveis para quem está em busca de inserção no projeto de agricultura urbana.
A coordenação do projeto informa que a triagem respeita critérios de prioridade para famílias com crianças pequenas, idosos e pessoas com deficiência. Quem já possui o cadastro atualizado pode consultar a liberação das cestas de hortaliças diretamente com a equipe técnica da unidade.
Como voluntariar ou fazer doações para a horta?
Os moradores que desejam trabalhar voluntariamente no cultivo podem comparecer à horta nos turnos da manhã e da tarde, durante o horário de manejo. Não é preciso ter experiência prévia com agricultura, pois os voluntários recebem instruções básicas dos agrônomos responsáveis pelo acompanhamento das leiras.
O espaço aceita doações de materiais de jardinagem, como pás, enxadas, regadores, mangueiras e luvas de proteção. Também são aceitas doações de adubo orgânico, terra adubada, sementes e mudas de hortaliças, frutas ou ervas medicinais que possam ser cultivadas no solo local.
Para entregas de insumos de maior porte, os doadores devem procurar a equipe de apoio no próprio terreno da horta ou entrar em contato com a secretaria responsável pelas políticas comunitárias no município. Todo o material doado é registrado e aplicado diretamente na manutenção e expansão das leiras existentes.
O que falta confirmar e os próximos passos do projeto
A expansão para novas áreas do bairro ainda depende de vistorias técnicas no solo para confirmar se outros terrenos abandonados estão aptos para a agricultura urbana. Os órgãos responsáveis avaliam a qualidade da terra e o acesso ao fornecimento de água para irrigação regular.
A inclusão do plantio de árvores frutíferas e plantas medicinais está prevista para as próximas etapas, mas a data para o início das novas mudas ainda não foi confirmada oficialmente. O cronograma completo das próximas colheitas será divulgado assim que os ciclos de crescimento dos novos plantios forem concluídos.
Foto: Povo na Rua















