Homem tenta furtar metais e morre ao cair de prédio abandonado do Inmetro no Rio

Homem tenta furtar metais e morre ao cair de prédio abandonado do Inmetro no Rio

Um homem morreu na manhã desta terça-feira (21) após cair de uma grande altura dentro do prédio abandonado do Inmetro no Rio, localizado na Rua Santa Alexandrina, no bairro Rio Comprido, Zona Norte da cidade. Segundo informações preliminares, a vítima teria invadido o local para furtar materiais metálicos e acabou despencando da estrutura.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10h e encontrou o homem ainda com sinais vitais, mas em estado grave. Ele chegou a receber atendimento no local, porém não resistiu aos ferimentos causados pela queda, estimada em mais de três metros.

O edifício, que possui dez andares, está abandonado há anos e se tornou alvo constante de invasões, furtos e vandalismo. Em 2022, o imóvel foi cedido à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), mas nunca chegou a ser utilizado. Desde então, a instituição tenta devolver o espaço à União, alegando problemas estruturais e inviabilidade de uso.

Moradores da região relatam que o prédio se transformou em abrigo improvisado para usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, há registros de furtos e assaltos frequentes nas imediações. Mesmo após diversas denúncias, o local segue sem segurança e sem manutenção.

“A gente vive com medo. O prédio virou um ponto de risco, cheio de gente entrando e saindo o tempo todo. Já pedimos providências várias vezes”, contou um morador da Rua Santa Alexandrina.

Em 2023, após uma série de denúncias, a Polícia Militar chegou a manter uma viatura fixa nas proximidades. No entanto, a presença não foi suficiente para impedir novas invasões e incidentes.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), responsável pelos imóveis federais, foi acionada para esclarecer quais medidas serão adotadas em relação à segurança e ao futuro do prédio, mas ainda não se manifestou oficialmente.

O prédio abandonado do Inmetro no Rio segue sendo motivo de preocupação para a comunidade local, que cobra uma solução definitiva para o espaço antes que novas tragédias aconteçam.

Resposta da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) lamenta profundamente o falecimento do homem que caiu de altura superior a três metros, em 21 de outubro, ao tentar entrar no prédio da União, referido como prédio abandonado do Inmetro, localizado no Rio Comprido. A Universidade vem a público também para esclarecer que, contrariamente ao divulgado na matéria publicada no Povo na Rua nessa mesma data, a UNIRIO já não tinha qualquer vínculo com o imóvel, que havia sido devolvido à União no início do mês.

A UNIRIO e a Superintendência do Patrimônio da União no Rio de Janeiro assinaram no dia 2 de outubro o termo de rescisão dos termos de guarda provisória, sendo, assim, concluída a devolução do prédio para a União. O imóvel estava cedido pela União ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) desde 1992, até ser devolvido em 2022, quando a UNIRIO recebeu a guarda provisória. No momento de sua entrega, o imóvel se encontrava em más condições, necessitando de amplo projeto de reforma, para o qual não havia orçamento disponível. A Universidade, no entanto, adotou todas as medidas compatíveis com sua conservação no período de guarda.

Nos últimos meses, a situação de segurança pública no entorno havia se agravado de maneira insustentável, com reiteradas invasões e ações de terceiros que comprometiam a integridade do espaço. A Universidade acionou o 4º Batalhão da Polícia Militar seguidas vezes solicitando reforço no policiamento da área, tendo feito também registros de ocorrência na Polícia Federal e na 6ª Delegacia de Polícia. O serviço de segurança contratado pela Universidade é patrimonial, obviamente não acumulando atribuições de polícia, e os vigilantes terceirizados chegaram a relatar risco iminente às suas próprias vidas.

A UNIRIO se solidariza com os familiares e amigos do homem falecido e afirma sua preocupação com a resolução do problema, que demanda a atuação coordenada dos órgãos competentes, pois alcança dimensões de saúde e segurança pública. Muitos dos recorrentes invasores estão em situação de vulnerabilidade social e dependência química, é compreensível a preocupação dos moradores das proximidades com a insegurança, e a UNIRIO preza sempre pela correta gestão do patrimônio público.

Limpatech