Homem que matou perita da Polícia Civil morre após confronto no Rio

Álef Ravyk de Andrade Silva

O homem que matou a perita da Polícia Civil Denise Macedo Jana, em 2023, foi encontrado morto na madrugada deste domingo (24), no Jardim América, na Zona Norte do Rio. Álef Ravyk de Andrade Silva, de 29 anos, era apontado como autor do crime contra a policial, assassinada durante uma tentativa de assalto na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Militar, Álef teria morrido após um confronto com agentes do 16º BPM (Olaria), em Vigário Geral. Ainda de acordo com a corporação, ele chegou a fugir mesmo baleado e abandonou um fuzil durante a tentativa de escapar.

As circunstâncias da ocorrência não foram detalhadas. O caso deve passar por apuração para esclarecer a dinâmica do confronto e a localização do suspeito após a troca de tiros.

Denise Macedo Jana foi assassinada em 2023, durante uma tentativa de assalto na altura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Na ocasião, ela estava em um carro com o filho quando foi abordada por dois criminosos em uma motocicleta, perto da comunidade do Lixão.

De acordo com as investigações, a perita reagiu à abordagem e acabou atingida por vários disparos. Ela chegou a ser socorrida pelo filho e levada ao Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, mas já deu entrada na unidade sem vida.

Na época, a direção do hospital informou que Denise apresentava 12 perfurações pelo corpo. Após o crime, os suspeitos fugiram levando a pistola da policial, uma arma calibre 40.

O assassinato teve grande repercussão e mobilizou as forças de segurança na busca pelos envolvidos. Denise trabalhava havia cerca de dez anos na Polícia Civil e era lotada no Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio.

As investigações ficaram sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Durante as apurações, o Disque Denúncia chegou a oferecer recompensa de até R$ 7 mil por informações que ajudassem na identificação e prisão dos suspeitos.

Em maio de 2023, Álef Ravyk de Andrade Silva foi apontado como suspeito de participação no latrocínio. Agora, a morte dele encerra uma parte da busca policial, mas mantém em evidência um caso que marcou a segurança pública do Rio.

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