Um homem de 34 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira, 14 de outubro, em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Ele tentou vender ferramentas para um policial federal usando uma nota fiscal falsa logo após o agente sair de uma casa lotérica.
Prisão em flagrante por venda de ferramenta com nota fiscal falsa em Volta Redonda
O caso aconteceu em uma via pública do município. De acordo com a Polícia Federal, o suspeito abordou o pedestre na calçada sem saber que se tratava de um policial federal de folga. Ele ofereceu máquinas e ferramentas elétricas por um valor abaixo do mercado comum.
Desconfiado da abordagem, o policial fez perguntas básicas sobre de onde os equipamentos tinham saído. O homem apresentou um documento digital na tela do celular como suposta nota fiscal dos itens, na tentativa de comprovar a procedência legal dos produtos.
O agente analisou o comprovante digital e identificou inconsistências imediatas nas informações cadastrais da suposta compra. Diante da comprovação de que o documento era fraudulento, o policial deu voz de prisão ao suspeito no próprio local e o conduziu para a unidade da corporação.
O que já se sabe sobre o caso
O suspeito de 34 anos foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda, unidade responsável pela circunscrição do município e regiões vizinhas. Todo o material elétrico que estava sendo oferecido foi apreendido e passou por perícia técnica.
A polícia abriu inquérito para verificar a verdadeira procedência das ferramentas. Os investigadores apuram se os equipamentos são produtos de furto, roubo de carga ou contrabando de mercadorias que entram no estado do Rio de Janeiro sem pagar tributos.
O uso de documento falso para tentar dar aparência de legalidade a mercadorias irregulares é crime previsto no Código Penal. O homem permaneceu detido e foi colocado à disposição da Justiça para passar por audiência de custódia nos próximos dias.
Como não cair no golpe da ferramenta barata na calçada
A venda de ferramentas de marcas conhecidas em porta de bancos, lotéricas e postos de combustível é uma prática recorrente em cidades do interior e na Baixada Fluminense. O comprador é atraído por preços muito inferiores aos cobrados no comércio formal.
Para não cair nesse tipo de armadilha e não correr o risco de responder por receptação, o consumidor precisa tomar cuidados simples na rua:
- Desconfie de produtos elétricos profissionais sendo vendidos na calçada por menos da metade do preço de tabela das lojas;
- Exija nota fiscal real, com chave de acesso de 44 dígitos que possa ser consultada na hora pelo portal oficial da Secretaria de Estado de Fazenda ou pelo aplicativo Nota Fiscal Fácil;
- Nunca faça transferências via Pix para contas de pessoas físicas desconhecidas quando o vendedor alegar que representa uma empresa distribuidora;
- Observe se as máquinas possuem número de série legível e lacre original do fabricante, itens que costumam ser raspados em produtos furtados.
Adquirir mercadoria sabendo ou devendo presumir que veio de crime também configura infração penal, deixando a pessoa sujeita a responder judicialmente pelo crime de receptação de mercadoria.
O que fazer se você foi vítima
Quem comprou ferramentas elétricas ou outros equipamentos nessas circunstâncias e depois descobriu que o produto é falso ou roubado deve procurar as autoridades imediatamente. A entrega voluntária do bem afasta a suspeita de má-fé do consumidor que foi enganado.
Em Volta Redonda, o atendimento presencial para esse tipo de caso pode ser feito na 93ª Delegacia de Polícia (Aterrado), localizada na Rua Desembargador Ellis Hermydio Figueira, número 15. A unidade funciona 24 horas todos os dias da semana para registro de ocorrências.
O boletim também pode ser gerado pela internet na Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (dedic.pcerj.rj.gov.br). Para fazer o registro, o cidadão precisa ter em mãos documento com foto, comprovante de residência e todos os dados do pagamento feito, como comprovante de Pix ou extrato bancário.
Como denunciar comércio ilegal de mercadorias
A população pode repassar informações sobre pessoas vendendo produtos roubados ou falsificados na calçada sem precisar se identificar. As denúncias ajudam a mapear esquemas de receptação e receptadores que abastecem o comércio informal nas cidades fluminenses.
O Disque Denúncia do Rio atende pelo telefone (21) 2253-1177 e também recebe mensagens e fotos pelo WhatsApp no mesmo número. As linhas funcionam 24 horas por dia, todos os dias do ano, com garantia absoluta de anonimato para quem passa as informações.
Informações diretas sobre crimes federais na região Sul Fluminense também podem ser encaminhadas à Polícia Federal pelo canal oficial de ouvidoria online no portal da corporação ou diretamente na sede policial do município.














