Passageiro é preso no Galeão com lote ilegal de emagrecedores

A Polícia Federal prendeu um homem de 46 anos com medicamentos emagrecedores e anabolizantes sem registro na manhã deste sábado, 10, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

O passageiro vinha em um voo comercial de Foz do Iguaçu, no Paraná, e fazia conexão no terminal carioca antes de seguir viagem para Vitória, no Espírito Santo. As ampolas foram encontradas durante uma inspeção rotineira de bagagens despachadas.

Fiscalização da Polícia Federal flagra remédios ilegais em malas

Os agentes federais lotados na Delegacia Especial no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro identificaram a carga suspeita logo após a descarga do avião. Durante a checagem detalhada da bagagem, os policiais encontraram ampolas de substâncias anabolizantes e frascos de emagrecedores sem qualquer comprovação fiscal ou sanitária.

Ao ser questionado sobre o material, o homem, natural de São Paulo, não apresentou a documentação legal exigida pelos órgãos competentes para a entrada de medicamentos no país. Por causa disso, ele recebeu voz de prisão em flagrante no próprio saguão do aeroporto.

O detido foi conduzido para a Superintendência da Polícia Federal, no Centro do Rio. Ele responderá pelo crime de importação de medicamento sem registro no órgão de vigilância sanitária, delito que prevê pena de um a três anos de prisão, além de aplicação de multa.

O que já se sabe sobre o esquema de transporte

A rota utilizada pelo homem interceptado neste fim de semana tem se tornado comum entre intermediários do comércio irregular de remédios. Pessoas viajam até a fronteira do Brasil com o Paraguai para adquirir produtos com preços baixos e tentam distribuir as caixas em diferentes capitais brasileiras por meio de voos domésticos.

Este caso não é um fato isolado no terminal carioca. No dia 4 deste mês, duas passageiras também foram interceptadas na mesma delegacia do Galeão com dezenas de frascos de Tirzepatida e outros compostos para perda de peso, comprados no país vizinho, com destinos finais para Aracaju e Natal.

Além dessas ocorrências recentes, outro viajante de 27 anos havia sido flagrado no feriado de 7 de setembro fazendo exatamente a mesma rota entre Foz do Iguaçu e Vitória, com 56 ampolas da mesma substância emagrecedora escondidas entre as roupas na bagagem despachada.

Quem responde por isso e como operam as regras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece normas rígidas para a entrada de qualquer produto farmacêutico em território nacional. Viajantes comuns não podem trazer medicamentos para revenda comercial na bagagem sem autorização prévia expressa e apresentação de receita médica nominal compatível com uso individual.

A Delegacia Especial no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro mantém inspeções contínuas por aparelhos de raio-x e cães farejadores na área de esteiras de bagagem despachada. Quando produtos sem comprovação são detectados, a apreensão é feita de forma imediata para impedir a circulação de substâncias adulteradas.

Os lotes apreendidos pelos agentes federais passam por perícia técnica oficial nos laboratórios da corporação. Após a emissão do laudo definitivo que atesta a composição das substâncias, todo o material é encaminhado para incineração para evitar riscos à saúde coletiva.

Como denunciar o comércio clandestino

A venda de substâncias emagrecedoras e anabolizantes sem autorização da Anvisa costuma abastecer redes sociais, grupos de mensagens e academias clandestinas. Quem souber de pontos de venda ou estoques irregulares pode denunciar de forma segura pelos canais oficiais:

  • Disque Denúncia do Rio de Janeiro: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo durante 24 horas por dia.
  • Polícia Federal: denúncias sobre contrabando e tráfico de remédios podem ser repassadas pelo site oficial da instituição (gov.br/pf) ou diretamente na sede regional.
  • Ouvidoria da Anvisa: registros sobre remédios sem procedência podem ser abertos pelo telefone 0800 642 9782, em dias úteis, das 7h30 às 19h30.

O que fazer se você foi vítima de venda falsa

Quem comprou medicamentos emagrecedores pela internet ou por indicação e suspeita que as ampolas são falsificadas ou ilegais precisa suspender imediatamente o uso da substância. Injeções aplicadas sem controle médico podem causar graves danos ao coração, fígado e rins.

A vítima deve guardar a embalagem do produto, comprovantes de pagamento e registros de conversa com o vendedor. Em seguida, é necessário comparecer à delegacia da Polícia Civil mais próxima do seu bairro para registrar a ocorrência de estelionato ou crime contra a saúde pública.

Também é possível formalizar a queixa pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, pela internet, anexando fotos das ampolas e dados do recebedor do dinheiro, o que ajuda os investigadores a rastrear quadrilhas que vendem remédios clandestinos na Baixada e na capital.

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